O Rio de Janeiro se prepara para receber, em junho de 2026, a 82ª conferência anual da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). A capital fluminense foi oficialmente escolhida como sede do evento durante assembleia realizada em Nova Délhi, na Índia. A Latam será a anfitriã da conferência, que reúne executivos e representantes das maiores companhias aéreas do mundo.
Brasil volta ao centro das atenções da aviação mundial
Esta será a terceira vez que o Brasil sediará a conferência da Iata. A primeira aconteceu em 1947, em Petrópolis, e a segunda em 1999, também no Rio de Janeiro. Desde então, o encontro não retornava à América do Sul. Agora, com a nova edição confirmada para 2026, o setor reforça a importância estratégica da aviação na região.
Willie Walsh, diretor-geral da Iata, ressaltou o impacto da decisão:
“Ao nos reunirmos no maior mercado de aviação da América do Sul, o encontro destacará o enorme potencial da aviação como força estratégica para impulsionar a prosperidade social e econômica”.
Latam vê oportunidade para o setor aéreo regional
O CEO do grupo Latam, Roberto Alvo, afirmou que o evento representa uma chance de reforçar o papel estratégico da aviação no Brasil e em toda a América do Sul.
“Queremos mostrar as contribuições e o enorme potencial do setor. Temos certeza de que o Rio proporcionará uma experiência memorável aos participantes”, declarou.
Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil, a escolha do país reflete o reconhecimento internacional:
“Somos um país de dimensões continentais, mas com um mercado que ainda pode crescer muito. Trazer esse evento de volta é uma conquista importante”, afirmou.
Rio de Janeiro: símbolo histórico e mercado estratégico
Apesar de a Latam ter sede em Santiago e capital majoritariamente chileno, a empresa escolheu o Rio de Janeiro como sede do evento por razões estratégicas. A cidade concentra hoje o principal mercado da companhia, resultado da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN Airlines, em 2012.
Além disso, a escolha carrega simbolismo. O Brasil é o berço de Alberto Santos-Dumont, pioneiro da aviação. O voo histórico do 14-bis, em 1906, representou uma das primeiras decolagens autônomas com propulsão própria.
A ideia de sediar a conferência surgiu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Chile, no ano passado, quando o chefe de Estado discutiu o assunto com executivos da Latam.
Fontes: diariodorio.com/poder360.com.br