Ronnie Lessa — Foto: Reprodução/TV Globo
O ex-policial Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi transferido para a Penitenciária IV do Distrito Federal na tarde deste sábado. Ele chegou a Brasília escoltado pelo Comando de Operações Táticas da Polícia Federal.
Lessa estava desde junho de 2024 na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Sua transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Após cerca de três semanas na unidade paulista, o ex-policial concluiu o período de observação, mas permaneceu isolado por motivos de segurança, ocupado uma cela conhecida como seguro, sem contato com os demais detentos.
A defesa de Lessa havia solicitado sua transferência para Brasília, argumentando que o isolamento prolongado afetava sua integridade física e psicológica. O pedido, entretanto, foi inicialmente negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, os advogados pediram sua ida ao Centro de Internamento e Reeducação, na Papuda. A Secretaria de Administração Penitenciária informou, porém, que a unidade estava com superlotação de 151 por cento e indicou como alternativa a Penitenciária IV do Distrito Federal.
Diante do novo cenário, Moraes reconsiderou a decisão e autorizou a transferência, concluída neste sábado por meio de aeronave da Polícia Federal.
Em 30 de outubro de 2024, Ronnie Lessa foi condenado pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro a 78 anos e 9 meses de prisão. Já o também ex-policial militar Élcio Queiroz, que participou da execução do crime, recebeu pena de 59 anos e 8 meses. Os dois firmaram acordos de delação premiada, o que deve reduzir o tempo de execução das penas.
Condenação e crimes
Lessa e Élcio foram condenados por:
duplo homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa das vítimas
tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao atentado
receptação do Cobalt prata clonado utilizado no crime
Além das penas de prisão, ambos foram condenados a pagar indenização de 3,5 milhões de reais às famílias de Marielle, Anderson e Fernanda Chaves.