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Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos, desapareceu no fim de novembro; polícia suspeita de envolvimento com a máfia do cigarro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (30), Thiago Bricio Nogueira, o segundo suspeito de envolvimento no sequestro do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos, ocorrido na Região Oceânica de Niterói, no fim de novembro.

Thiago foi encontrado em uma residência no bairro de Del Castilho, na Zona Norte do Rio, após mandado de prisão ser cumprido. Durante a abordagem, ele tentou se esconder em um compartimento no teto da casa, mas foi localizado pelos policiais.

Desaparecimento de Eduardo e hipótese de homicídio

Eduardo Aguiar Ferreira está desaparecido desde o dia 26 de novembro. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o jovem tenha sido sequestrado e morto. Seu corpo ainda não foi encontrado.

No início de dezembro, a polícia localizou o carro utilizado no rapto, um Toyota Corolla prata, que foi encontrado carbonizado em Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A última localização registrada do celular de Eduardo foi em Imbariê, a cerca de 72 km do local do sequestro, mas o aparelho não emitiu novos sinais após esse ponto.

Suspeitos abordam vítima em rua de Itaipu

No dia do sequestro, Eduardo, que trabalhava em uma banca de jornal em Itaipu, foi abordado por três homens em um carro prata enquanto se deslocava de moto pela Rua Jaerte de Pimentel Medeiros, no mesmo bairro. Ele foi retirado da motocicleta e colocado no veículo, que fugiu em seguida.

Possível envolvimento com a máfia do cigarro

A polícia suspeita que o sequestro esteja relacionado ao envolvimento de Eduardo com a comercialização ilegal de cigarros. Desde o início das investigações, a hipótese de um possível envolvimento com a máfia do cigarro tem sido considerada, uma vez que Eduardo já atuava no mercado de cigarros contrabandeados.

Em 2023, o jornaleiro foi preso em flagrante com um carregamento de cigarro roubado.

No dia 27 de novembro, três dias após o desaparecimento do jornaleiro, a polícia realizou uma busca na casa do tio do jornaleiro, que sabia da comercialização ilegal de cigarros. Durante a ação, os agentes procuraram parte da carga de cigarros, mas o material acabou sendo apreendido em outro local.

Na ocasião, o primo de Eduardo foi autuado em flagrante por fraude processual, mas pagou fiança e obteve liberdade provisória.

Prisões e apuração

Outro suspeito, Rafael Gonçalves Pacheco, já havia sido preso no início de dezembro. A Polícia Civil segue investigando os detalhes do envolvimento de todos os suspeitos, além da possível participação de Eduardo como intermediário na distribuição de cigarros de origem ilícita em Niterói.

Thiago se escondeu em um compartimento no teto. — Foto: Reprodução
Câmeras de segurança registraram o momento que Eduardo foi colocado dentro do carro em Niterói — Foto: Reprodução/ TV Globo

Fonte: TV Globo

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