Táxi de Thiago levantou voo ao passar por tampa solta — Foto: Reprodução/TV Globo
Durante uma forte chuva na última sexta-feira (23), o taxista Thiago Calunga Silva, de 39 anos, sofreu um acidente grave ao passar pela Rua Cirne Maia, no bairro do Cachambi, Zona Norte do Rio de Janeiro. A tampa de um bueiro se encontrava solta, e, mesmo dirigindo a apenas 20 km/h, o carro foi arremessado para o alto com violência.
Após o impacto, o airbag do veículo foi acionado e o celular, que estava preso ao painel, atingiu o rosto de Thiago. O golpe causou ferimentos severos no olho esquerdo. De acordo com a esposa, Engie Sobral Braga, ele perdeu completamente a visão do olho.
— Ele teve a vista dilacerada no acidente. Os médicos estão tentando reconstruir a pálpebra, mas a visão do olho esquerdo foi condenada — disse a esposa, emocionada.
Socorro imediato e transferência hospitalar
O Corpo de Bombeiros atendeu Thiago ainda no local e o levou ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Como se tratava de uma emergência oftalmológica, os médicos realizaram exames e decidiram transferi-lo para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Lá, ele passou por uma cirurgia para tentar reparar os danos na região ocular.
A direção do Souza Aguiar informou que Thiago se recupera bem e apresenta quadro clínico estável.
Estrutura urbana já causou outros acidentes
Moradores da Rua Cirne Maia denunciam que a tampa do bueiro se solta com frequência em dias de chuva. O síndico de um prédio em frente afirmou que, em diversas ocasiões, carros sofreram danos como pneus rasgados e rodas quebradas.
— Esse bueiro já causou vários acidentes. A água levanta a tampa, e os motoristas não conseguem ver o buraco — explicou o síndico.
Concessionária promete reparos
A concessionária Águas do Rio, responsável pelo sistema de esgoto na região, informou que enviou uma equipe ao local na noite de domingo (25). Ainda segundo a empresa, outra equipe faria a troca da tampa na manhã de segunda-feira (26).
Enquanto isso, a família de Thiago cobra providências e denuncia negligência. O taxista é pai de dois filhos e depende do trabalho para sustentar a casa. Agora, com a perda da visão, ele se vê impossibilitado de continuar na profissão.
Fonte: g1.globo.com