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A forte chuva que atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro provocou o desabamento de uma casa abandonada neste domingo (18), no bairro Quitandinha, em Petrópolis. O imóvel ficava na Rua Rio Grande do Sul, próximo às torres da região.
Duas crianças de 9 anos, ambas do sexo masculino, ficaram feridas. Apesar do susto, elas sofreram apenas escoriações leves. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 15h54 e socorreu uma das vítimas até o Hospital Santa Teresa. O Samu levou a outra para a mesma unidade.
A Prefeitura de Petrópolis informou que a Secretaria de Assistência Social presta apoio às famílias. Técnicos da Defesa Civil isolaram o local para evitar novos riscos. As causas do desabamento ainda serão investigadas.
Chuva intensa coloca Petrópolis e Nova Friburgo em estágio de atenção
O temporal da noite de quarta e da madrugada de quinta atingiu em cheio Petrópolis e Nova Friburgo, que entraram em estágio de atenção. Em Petrópolis, parte da Rua Edgar Assunção, no bairro Independência, cedeu e precisou ser interditada. Técnicos da Defesa Civil avaliam a situação de três imóveis ameaçados de colapso.
Nas últimas 24 horas, o maior acumulado de chuva na cidade foi de 33 milímetros. Apesar do volume, ainda não houve novas ocorrências graves registradas após o episódio do desabamento no Quitandinha.
Em Nova Friburgo, a Defesa Civil recomendou que moradores de áreas de risco se abrigassem em locais seguros. Até o momento, seis casas foram interditadas. As sirenes de alerta permanecem desligadas, mas a previsão de mais chuva nas próximas horas exige atenção redobrada da população.
Costa Verde em alerta máximo; Angra dos Reis registra evacuações
Na Costa Verde, Angra dos Reis permanece em estado de alarme, o mais grave na escala da Defesa Civil. As sirenes foram acionadas três vezes neste fim de semana, com ordens de evacuação nos bairros de Belém, Gamboa do Belém e Praia do Abraão, na Ilha Grande.
No total, 38 bairros da cidade estão sob aviso de retirada. A Defesa Civil de Angra registrou 262 milímetros de chuva em apenas 96 horas. A recomendação oficial é que os moradores só retornem às suas casas após 24 horas com índices pluviométricos abaixo de 100 milímetros.
As equipes seguem nas ruas para desobstruir vias, remover árvores caídas e restabelecer a energia elétrica em áreas atingidas. Engenheiros realizaram perícias na manhã de quarta-feira, mas decidiram manter o estado de alarme, devido ao encharcamento do solo e à previsão de mais chuvas.
Paraty e Mangaratiba enfrentam transtornos e reforçam ações emergenciais
Em Paraty, a situação é um pouco menos grave. A cidade está em estágio de alerta, com apenas um alagamento registrado até o momento, no bairro Patrimônio, já controlado pelas equipes. Técnicos da Defesa Civil de Paraty foram enviados a Angra para apoiar as ações emergenciais.
Já Mangaratiba está em estado de emergência desde segunda-feira. As sirenes foram acionadas 204 vezes para alertar a população sobre o risco de deslizamentos. Aulas na rede municipal estão suspensas até segunda-feira, já que várias escolas funcionam como abrigos temporários.
Fontes:
g1.globo.com
correiodopovo.com.br