Textor no jogo do Botafogo com o Corinthians no Nilton Santos pelo Brasileirão 2025 — Foto: André Durão
A disputa entre John Textor e a Eagle Football pelo controle do Botafogo ganhou contornos jurídicos e ameaça o equilíbrio da SAF em pleno andamento da temporada. O americano quer recomprar as ações do clube, mas enfrenta resistência da empresa que ele mesmo criou — hoje controlada por investidores como a Ares, Michele Kang e a Iconic Sports.
A Eagle propôs que Textor se afaste do Botafogo durante a negociação para evitar conflito de interesses. O clube social, porém, reagiu e barrou o movimento, alegando tentativa de afastar o americano do poder. João Paulo Magalhães, presidente do clube social, manifestou apoio a Textor e encaminhou carta oficial defendendo sua permanência.
Impasses jurídicos e pressão dos investidores
A Eagle, que não descarta vender o Botafogo, afirma que não fará isso enquanto Textor estiver dos dois lados da negociação. Sem acordo, a SAF entrou com ação na Justiça para congelar as ações da Eagle e manter o controle com Textor. A empresa respondeu com pedido para suspender atos do americano sem validação prévia de um de seus representantes.
Textor já estruturou uma empresa nas Ilhas Cayman (Eagle Football Group) e conta com apoio financeiro de Evangelos Marinakis para realizar a compra. No entanto, o negócio está travado.
Botafogo sob auditoria
Enquanto isso, a rotina no Nilton Santos mudou. A Eagle enviou representantes para realizar uma auditoria no clube. Os profissionais analisam relatórios financeiros desde a transformação em SAF, no fim de 2022.
O Botafogo tem cooperado e, internamente, aposta no bom relacionamento para facilitar o avanço de Textor. O clube ainda cobra valores do Lyon por negociações envolvendo Luiz Henrique, Jair e Igor Jesus — operações feitas com valores abaixo do mercado devido à restrição do DNCG.
Para blindar o elenco, a diretoria mantém conversas diárias com Davide Ancelotti, que tem conseguido proteger o vestiário da turbulência. Ainda assim, sem acordo entre Textor e Eagle, o desfecho pode acabar decidido na Justiça.
Fonte: Globoesporte