O traficante Fhillip Gregório da Silva, o Professor, no Complexo do Alemão — Foto: Reprodução
Na noite de domingo (1º), Fhillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor”, morreu após ser atingido por um disparo na cabeça. Foragido desde 2018, ele integrava a cúpula do Comando Vermelho (CV) e atuava como um dos principais fornecedores de armas para a facção, especialmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo informações da Polícia Civil, o traficante foi levado em estado grave para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Del Castilho, na Zona Norte da capital. Ele chegou por volta das 21h20, mas não resistiu ao ferimento.
Investigação apura hipótese de suicídio
A Delegacia de Homicídios (DH) investiga as circunstâncias da morte. Apesar de ainda não haver conclusões definitivas, a principal linha de apuração aponta para um possível suicídio. O tiro atingiu a têmpora de Fhillip, e não foram encontrados outros ferimentos.
Até a publicação desta reportagem, a polícia ainda não esclareceu como o traficante foi baleado nem quem o levou até a UPA. A área do Complexo do Alemão, onde ele vivia escondido, permanece sob monitoramento das forças de segurança.
Ascensão no crime e mudanças na aparência
Após fugir do sistema prisional em 2018, “Professor” se escondeu na Favela da Fazendinha, dentro do Complexo do Alemão, onde passou a comandar o tráfico local. Ele raramente saía da comunidade e reforçou seu domínio na região por meio do fornecimento de armamento pesado.
Para evitar o reconhecimento pelas autoridades, Fhillip alterou sua aparência. Ele fez implante capilar, lipoaspiração e tratamento dentário em clínicas improvisadas dentro da favela. A estratégia visava dificultar sua identificação durante ações policiais.
Envolvimento com PMs e monitoramento da PF
Em abril deste ano, uma reportagem do g1, baseada em investigações da Polícia Federal, revelou que “Professor” mantinha contato com policiais militares. A troca de mensagens interceptada com autorização judicial apontou conversas sobre a substituição do comando da UPP de Manguinhos, pagamentos de propina e acordos com integrantes da PM.
As descobertas acenderam alertas nas autoridades federais, que passaram a monitorar ainda mais de perto as movimentações do traficante. No entanto, mesmo com o cerco das investigações, Fhillip permaneceu escondido no Alemão até sua morte.
Fonte: g1.globo.com