Três homens foram executados durante um ataque que deixou clientes em pânico em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada desta quinta-feira (20). Os criminosos, armados com fuzis, efetuaram mais de 100 disparos contra as vítimas, que haviam acabado de descer de um carro. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) trabalha com a hipótese de que o crime está ligado a um racha interno na milícia que atua na região.
As vítimas — Luiz Carlos Vieira dos Santos (Nem Corolla), Antony Cruz Eiras e Patrick Vieira dos Santos — tinham histórico de envolvimento com grupos paramilitares, segundo a investigação.
Como foi o ataque
O crime aconteceu próximo a um bar movimentado no bairro Jardim Monte Castelo. Testemunhas relataram que dois homens chegaram em um carro preto, desceram encapuzados e começaram a atirar indiscriminadamente.
Clientes que estavam no bar se jogaram no chão para tentar se proteger. A perícia contabilizou pelo menos 109 cápsulas no local.
Dois homens morreram na hora, e um terceiro tentou fugir, mas caiu poucos metros adiante. Armas e munições foram apreendidas pela polícia.
Quem eram os mortos
Luiz Carlos Vieira dos Santos — “Nem Corolla”
- Considerado um dos chefes da milícia local.
- Investigado pela DHBF por ordenar extorsões na região.
- Sete anotações criminais, cinco por homicídio.
- Tido como mandante da execução do pai de um ex-prefeito de Vassouras, em 2021.
- Carregadores de pistola Glock foram encontrados com ele. A arma não estava no local — suspeita de que tenha sido levada pelos assassinos.
Antony Cruz Eiras
- 39 anos.
- 14 passagens pela polícia, incluindo homicídio e porte ilegal de arma.
Patrick Vieira dos Santos
- 26 anos.
- Único sem histórico criminal relevante identificado.
- Portava um revólver calibre 38.
Principal linha de investigação: racha na milícia
Segundo o delegado Nathan Aceti, titular da DHBF, a principal hipótese é que o ataque foi motivado por uma disputa interna, após o desmembramento da milícia que atua em Nova Iguaçu.
Após o rompimento, Nem Corolla teria formado um novo grupo, gerando rivalidade direta com ex-aliados.
A polícia afirma ter uma ideia preliminar sobre os autores, mas não divulga detalhes para não comprometer as diligências.
Região dominada pela milícia
Bairros da Baixada Fluminense, incluindo Jardim Monte Castelo e Santa Rita, são áreas com forte atuação de grupos paramilitares. Disputas internas desse tipo costumam resultar em ataques de grande violência, como o registrado nesta madrugada.
A segurança foi reforçada no entorno e equipes da DHBF seguem analisando imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.