Maquete do Trump International Golf Club Oman, que está sendo construído no sultanato — Foto: Andrea DiCenzo/The New York Times
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou um plano ambicioso para a Faixa de Gaza. Ele propõe transformar a região em um destino turístico de luxo, que chamou de “Riviera do Oriente Médio”. A proposta inclui a remoção dos palestinos para países vizinhos e o estabelecimento de uma posição americana de longo prazo no enclave.
Plano de Trump para Gaza
Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o “potencial da Faixa de Gaza é inacreditável”. Ele descreveu um projeto que incluiria moradias modernas, infraestrutura de qualidade e um setor econômico voltado ao turismo.
“Temos uma oportunidade de fazer algo fenomenal. Isso pode ser magnífico”, declarou Trump. O presidente enfatizou que o desenvolvimento não beneficiaria apenas investidores internacionais, mas também os habitantes da região.
Segundo ele, os Estados Unidos assumiriam o controle da Faixa de Gaza para reconstruí-la. “Vamos nivelar os escombros, remover explosivos não detonados e erguer uma cidade moderna, oferecendo moradia e oportunidades de trabalho para todos”, disse.
Interesses imobiliários da família Trump
A declaração de Trump levanta questões sobre os interesses da sua família no Oriente Médio. O ex-empreendedor imobiliário tem acordos milionários na região, especialmente em Omã, Arábia Saudita e Dubai. Recentemente, seus filhos Eric e Donald Trump Jr. visitaram Omã para impulsionar um empreendimento hoteleiro e um campo de golfe financiados por uma empresa saudita.
Além disso, Jared Kushner, genro de Trump, levantou US$ 4,5 bilhões de fundos soberanos do Oriente Médio para sua gestora de investimentos. Kushner sugeriu, em 2023, que a Faixa de Gaza poderia se tornar uma “propriedade valiosa”. Na época, ele defendeu a remoção dos palestinos e a reconstrução da área.
Ocupacão americana de longo prazo
Trump afirmou que os EUA manteriam uma “posição de propriedade de longo prazo” sobre Gaza. “Todos com quem conversei adoram a ideia de os Estados Unidos possuírem aquele pedaço de terra”, declarou. Ele ressaltou que o projeto traria crescimento econômico e estabilidade para a região.
Embora a proposta tenha gerado polêmica, assessores do presidente minimizaram a declaração sobre uma possível ocupação militar americana. “O presidente não se comprometeu com o envio de tropas para Gaza”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karolien Leavitt.
Conclusão
O plano de Trump para Gaza levanta questionamentos sobre viabilidade e intenções políticas. A proposta de transformar o enclave palestino em um resort de luxo pode enfrentar resistência internacional. No entanto, seus interesses comerciais no Oriente Médio e a relação com investidores da região colocam a ideia em um contexto econômico mais amplo.
Fonte:
oglobo.globo.com
noticias.uol.com.br
cnnbrasil.com.br