Trump e Zelensky batem boca na Casa Branca — Foto: Brian Snyder/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu toda a ajuda militar à Ucrânia, alegando que a medida faz parte de uma estratégia para buscar a paz. A decisão ocorre após um confronto acalorado com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, na semana passada.
Mudança de postura e tensão entre os líderes
Trump, que recentemente mudou a postura dos EUA em relação ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia, criticou Zelensky por falta de gratidão pelo apoio financeiro e militar dos americanos. O presidente ucraniano havia declarado que o fim da guerra ainda estava “muito, muito distante”, o que irritou Trump.
“Esta é a pior declaração que Zelensky poderia ter feito, e a América não vai tolerar isso por muito mais tempo!” escreveu Trump no Truth Social.
Um funcionário da Casa Branca, sob anonimato, disse à Reuters que a suspensão da ajuda tem como objetivo garantir que os recursos estejam “contribuindo para uma solução”.
Impacto da decisão e reação da Rússia
O Kremlin celebrou a decisão como um possível caminho para a paz, mas ressaltou que precisa verificar os detalhes sobre a medida. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que os Estados Unidos são “o principal fornecedor” da guerra na Ucrânia e que o corte na assistência pode “encorajar Kiev a buscar negociações”.
A Rússia, que ocupa cerca de um quinto do território ucraniano desde a invasão em 2022, pode se beneficiar estratégicamente da suspensão do apoio militar americano. O governo de Vladimir Putin tem reforçado suas ofensivas e consolidado o controle sobre áreas ocupadas.
Negócios e minerais ucranianos em jogo
Apesar da tensão com Zelensky, Trump sugeriu que um acordo envolvendo minerais ucranianos ainda pode ser fechado. Para o governo americano, permitir investimentos dos EUA nesses recursos é uma forma de recuperar parte dos bilhões de dólares já enviados à Ucrânia.
“Não, eu não acho que esse acordo esteja morto”, declarou Trump a repórteres na Casa Branca. Ele prometeu dar uma atualização sobre a situação em seu discurso no Congresso.
Fontes:
g1.globo.com
cnnbrasil.com.br