O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que todos os acordos comerciais assinados pelo país terão uma tarifa mínima de 10%. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Salão Oval da Casa Branca. Segundo Trump, essa medida garantirá uma “base sólida para a economia americana”, independentemente dos termos acordados com os países parceiros.
Ele explicou que essa base tarifária será uma constante. Ainda assim, poderá haver exceções em casos específicos, especialmente quando as nações envolvidas oferecerem contrapartidas comerciais significativas.
“Você sempre terá uma base. No mínimo, 10%, mas algumas podem ser de 40%, 50% ou até 60%”, declarou Trump aos jornalistas.
Reino Unido fecha primeiro acordo no novo modelo
Na quinta-feira (8), o governo dos EUA oficializou o primeiro acordo sob essa nova política com o Reino Unido. O pacto prevê a redução das tarifas sobre veículos britânicos exportados para os Estados Unidos de 27,5% para 10%, com limite anual de 100 mil unidades. Além disso, as tarifas sobre aço e alumínio britânicos, que antes eram de 25%, foram eliminadas.
Por outro lado, o Reino Unido se comprometeu a cortar de 5,1% para 1,8% os impostos sobre produtos americanos. Também ofereceu maior acesso ao seu mercado de carne bovina.
Trump celebrou o acerto como um modelo a ser seguido por outros países. Ele destacou que a política tarifária atual evitará desvantagens para os EUA em futuras negociações.
“Esse acordo mostra que, se você respeita os EUA e traz propostas sérias à mesa, os EUA estão abertos para negócios”, escreveu o presidente em suas redes sociais.
Impacto econômico e abertura de mercado
O presidente projetou impacto positivo direto na economia americana. Segundo ele, o novo modelo deve gerar até US$ 6 bilhões em receita externa e abrir US$ 5 bilhões em oportunidades de exportação. Trump também destacou que a medida vai assegurar uma cadeia de suprimentos farmacêuticos mais segura e fortalecer o setor de metais industriais.
China e possíveis mudanças no tom
Durante a coletiva, Trump também abordou a relação comercial com a China. Ele indicou uma leve mudança de tom ao classificar como “corretas” as tarifas de 80% sobre produtos chineses, após semanas de escalada na guerra tarifária entre os países.
Nas últimas semanas, os EUA impuseram tarifas de até 145% sobre importações chinesas. Em resposta, Pequim adotou tarifas de até 125% sobre produtos americanos.
Mesmo com a rigidez nas medidas contra a China, Trump sinalizou abertura para revisão. Neste sábado (10), representantes dos EUA e da China se reúnem na Suíça para possíveis avanços. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o negociador Jamieson Greere conversarão com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
Fontes:
g1.globo.com
gazetadopovo.com.br