George Magaraia / Reprodução site Uerj
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro inaugurou, na última terça-feira (13), o primeiro banheiro sem gênero da instituição. Localizado no campus Maracanã, no 10º andar do bloco C, o espaço foi criado para garantir acolhimento e acessibilidade a todas as pessoas, independentemente de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.
Inclusão e direitos no ambiente universitário
A iniciativa integra as políticas institucionais de diversidade e equidade da universidade. Para a reitora Gulnar Azevedo e Silva, o novo espaço simboliza avanços concretos no respeito aos direitos civis dentro do ambiente acadêmico. Segundo ela, a medida reforça o compromisso da Uerj com a diversidade e com a construção de um campus mais inclusivo.
Parceria e expansão do projeto
O banheiro sem gênero foi implementado pela Prefeitura dos Campi em parceria com a Superintendência de Equidade Étnico-racial e de Gênero. De acordo com a universidade, há previsão de ampliação do projeto para outros andares e prédios, conforme a demanda da comunidade acadêmica.
Arte, representatividade e pertencimento
O projeto contou com a participação de Grassine de Oliveira, professora e doutoranda da Escola Superior de Desenho Industrial, responsável pela arte na parede interna do banheiro, no Pavilhão Reitor João Lyra Filho. Integrante da comunidade LGBTQIA+ como pessoa trans não-binária, ela destacou o papel do espaço como ferramenta de visibilidade e inclusão, além de abrir caminhos para a participação direta de pessoas da comunidade em projetos institucionais.
Contexto e impacto
Banheiros sem gênero têm sido adotados por universidades no Brasil e no mundo como estratégia de promoção da inclusão, prevenção de constrangimentos e garantia de segurança. Na Uerj, a medida atende estudantes, docentes, técnicos e visitantes, fortalecendo o ambiente de respeito e convivência plural no campus Maracanã.