Prédio da reitoria da UFRJ — Foto: Reprodução
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou, nesta sexta-feira (3), um plano emergencial de contenção de gastos, após receber apenas 1/18 do orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. A reitoria publicou um comunicado oficial dirigido à comunidade acadêmica e alertou que, sem a recomposição orçamentária, o funcionamento da universidade corre sérios riscos.
Com os recursos extremamente limitados, a administração suspendeu despesas com combustíveis, manutenção de veículos oficiais, diárias de servidores, passagens e aquisição de materiais de consumo. Somente itens essenciais ao funcionamento das aulas continuam liberados para compra.
Somente serviços essenciais permanecerão ativos
Apesar dos cortes, a UFRJ garantiu que manterá o funcionamento de serviços considerados essenciais, como:
- assistência estudantil
- segurança patrimonial e vigilância
- serviços de saúde universitária
- limpeza dos campi
- transporte interno indispensável
- restaurante universitário
Essas áreas, segundo a reitoria, são vitais para garantir o mínimo de funcionamento da instituição e atender às necessidades básicas da comunidade acadêmica, especialmente dos estudantes mais vulneráveis.
Governo federal é pressionado por recomposição imediata
A reitoria da UFRJ intensificou a pressão sobre o governo federal. Segundo o comunicado, a liberação orçamentária insuficiente compromete diretamente o calendário acadêmico e os serviços essenciais da maior universidade federal do país.
Ainda de acordo com a administração da instituição, a liberação de apenas 1/18 do orçamento inviabiliza o planejamento anual. A universidade afirma que continuará dialogando com o Ministério da Educação (MEC) e com o Congresso Nacional para reverter a situação.
Impacto ameaça funcionamento da educação pública
Com mais de 50 mil estudantes matriculados e uma estrutura robusta espalhada por diversos campi, a UFRJ é um dos pilares da educação superior, da pesquisa científica e da inovação no Brasil. No entanto, a falta de recursos compromete não apenas as operações internas, mas também o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos fundamentais para o país.
Fonte: oglobo.globo.com