Felipe Carregal Sztajnbok, vice-presidente jurídico do Vasco associativo — Foto: Marcelo Wance/Vasco da Gama
O Vasco entrou com petição na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro solicitando autorização para contratar um financiamento de até R$ 80 milhões, no formato DIP (Debtor in Possession). Segundo o clube, os recursos serão destinados exclusivamente a despesas correntes, como salários, fornecedores estratégicos e obrigações trabalhistas e fiscais, durante o processo de recuperação judicial.
Felipe Carregal, vice-presidente jurídico, afirmou que o fluxo de caixa foi comprometido por dívidas assumidas pela 777 Partners e que o empréstimo já estava previsto no plano apresentado à Justiça.
Rayan fora da negociação
Carregal explicou que a venda do atacante Rayan chegou a ser prevista em relatórios iniciais, mas a atual gestão optou por não negociar o jogador.
“A venda de jovens talentos para pagar dívidas era prática comum no passado. Agora, fazemos esforço para manter o atleta, ativo estratégico de longo prazo”, disse o dirigente.
Garantia de 20% da SAF
Para viabilizar a operação, o Vasco ofereceu como garantia 20 mil ações ordinárias de classe A, equivalentes a 20% do capital social da SAF, atualmente em posse do clube. Carregal ressaltou que a garantia não representa alienação nem valuation da SAF.
O empréstimo terá carência de 12 meses, prazo de quitação de até três anos, juros fixos de 7% ao ano e correção pelo CDI.
Posição do Ministério Público
Apesar do pedido do clube, o Ministério Público opinou contra a liberação do financiamento. O promotor Gustavo Adolfo Machado Cunha Lunz argumentou que os termos definitivos do contrato ainda são desconhecidos. A decisão final caberá à Justiça.
Resumo
O Vasco busca fôlego financeiro por meio de um empréstimo de R$ 80 milhões, oferecendo 20% das ações da SAF como garantia. A diretoria descarta vender Rayan e aguarda decisão da Justiça, enquanto o Ministério Público se posiciona contra a liberação do crédito.
Fonte:Globoesporte