Foto: Ricardo Abreu/GloboNews
Um voo da Emirates que partiu do Rio de Janeiro com destino a Dubai retornou ao Brasil neste sábado (28). A decisão ocorreu após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Além disso, o fechamento do espaço aéreo nos Emirados Árabes Unidos e em países vizinhos forçou a mudança de rota. A medida foi adotada por questões de segurança.
O jornalista da GloboNews, Ricardo Abreu, estava a bordo e relatou o ocorrido. Segundo ele, o piloto anunciou o retorno após cerca de seis horas de voo.
Retorno ocorreu próximo à costa africana
De acordo com o relato, a aeronave se aproximava da costa da África quando a tripulação comunicou a decisão. Portanto, o comandante informou que o espaço aéreo regional havia sido fechado.
O voo EK248 voltou ao Rio ainda à tarde. No entanto, até as 16h20, passageiros aguardavam informações sobre remarcação.
Enquanto isso, o espaço aéreo na região permanecia fechado. Por isso, a companhia ainda avaliava alternativas para reagendar as viagens.
No Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, passageiros enfrentaram demora para retirar as bagagens. Além disso, muitos relataram falta de orientações claras.
Outros voos também foram impactados
Os ataques no Oriente Médio afetaram rotas internacionais que cruzam a região. Dessa forma, companhias aéreas monitoram constantemente o cenário geopolítico.
O voo EK0262 da Emirates partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 1h32 com destino a Dubai. Entretanto, a aeronave retornou e pousou novamente às 14h53.
Além disso, o voo QR0774 da Qatar Airways decolou de Guarulhos às 1h15 com destino a Doha. Contudo, ele também voltou e pousou às 12h32.
Outros dois voos foram cancelados antes mesmo da decolagem. As operações foram suspensas preventivamente pelas companhias.
Companhias priorizam segurança
As empresas aéreas adotam protocolos rígidos em áreas de conflito. Assim, elas alteram rotas ou cancelam voos quando identificam riscos operacionais.
Especialistas em aviação afirmam que decisões rápidas reduzem ameaças a passageiros e tripulações. Portanto, o retorno foi considerado medida preventiva.
Enquanto isso, autoridades internacionais acompanham a escalada de tensão na região. Novas alterações nas rotas não foram descartadas.