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Mesmo com condenação por crime ambiental mantida no STF, ex-prefeito de Caxias insiste que estará na disputa pelo Palácio Guanabara em 2026

O ex-secretário estadual de Transportes, Washington Reis, voltou a declarar publicamente que será candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2026. No entanto, o presidente do MDB-RJ ainda está inelegível, em razão de uma condenação por crime ambiental no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, Reis afirma com convicção: “Posso afirmar que sou candidato”.

A declaração foi dada no mesmo dia em que ele recebeu oficialmente do governador Cláudio Castro (PL) a confirmação de que permanecerá exonerado do cargo. A decisão também foi comunicada previamente a deputados da base aliada em um jantar político na Zona Sul do Rio, marcado por tensões internas entre os grupos de Castro e Rodrigo Bacellar (União Brasil), atual presidente da Alerj.

Inelegível, mas confiante

Mesmo inelegível, Reis enxerga uma possível reviravolta jurídica. Ele aposta em uma saída negociada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio de um acordo de não persecução penal. A estratégia recebeu um aceno do ministro Gilmar Mendes, que sugeriu a possibilidade de conversão da pena em reparação de danos ambientais.

O processo de Washington Reis, condenado por loteamento irregular e crime ambiental quando era prefeito de Duque de Caxias, teve julgamento suspenso no STF por um pedido de vista de Gilmar. Até o momento, o placar é de três votos contra e apenas um a favor da anulação da condenação. A defesa espera que o ministro relator, Flávio Dino, acolha a proposta de acordo e desbloqueie um novo caminho jurídico para o emedebista.

Em meio ao racha na base

A situação política de Reis complica ainda mais o xadrez eleitoral do Rio. De um lado, ele é visto como uma peça estratégica para compor uma aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD), que articula sua própria candidatura ao governo estadual. Por outro, sua presença enfraquece a pré-campanha de Rodrigo Bacellar, o nome mais forte até agora entre os aliados de Cláudio Castro e da família Bolsonaro.

Vale lembrar que a demissão de Reis, executada por Bacellar durante a viagem de Castro aos Estados Unidos, gerou um racha no núcleo governista. Apesar da pressão de aliados como o senador Flávio Bolsonaro para reverter o ato, Castro optou por manter a exoneração e teve apoio formal de partidos como União Brasil e Progressistas, que formam sua base mais fiel.

Rejeição e insistência

Mesmo com a inelegibilidade vigente, Washington Reis continua se colocando como candidato em entrevistas, reuniões e bastidores. Para aliados, a estratégia busca manter seu nome no tabuleiro político fluminense. Para críticos, trata-se de uma “candidatura de neblina”, que pode ser usada como moeda de troca — inclusive para uma vaga ao Senado.

A depender do desfecho no STF, a estratégia pode ruir ou se tornar um trunfo. No momento, porém, Reis continua impedido de disputar eleições e fora do governo estadual. Ainda assim, segue se movimentando como pré-candidato — mesmo sem autorização legal para isso.

Fontes:
cartacapital.com.br
oglobo.globo.com
temporealrj.com

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