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O prefeito Eduardo Paes (PSD) sancionou nesta terça-feira (9) a lei que cria oficialmente a Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A medida, aprovada em segunda discussão pela Câmara de Vereadores no dia 14 de agosto, organiza bairros que vão da Barra da Tijuca a Grumari, incluindo Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Praça Seca e Vila Valqueire, em uma nova região administrativa. O objetivo da iniciativa é melhorar o planejamento urbano, otimizar políticas públicas e qualificar a expansão da cidade sem gerar custos adicionais à prefeitura.
O projeto, de autoria do vereador Doutor Gilberto (Solidariedade), foi elaborado para separar os bairros da Zona Sudoeste da Zona Oeste, já definida pela lei de 2021. Segundo o parlamentar, a criação da nova nomenclatura não altera a organização administrativa existente, nem impacta tributos como o IPTU, funcionando principalmente como um “nome fantasia” para a região.
Entre os bairros que passam a integrar oficialmente a Zona Sudoeste estão: Barra da Tijuca, Itanhangá, Joá, Recreio dos Bandeirantes, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Grumari, Jacarepaguá, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Taquara, Tanque, Praça Seca, Vila Valqueire e Barra Olímpica. A lista completa foi publicada no Diário Oficial do Município e acompanhada de um mapa oficial.
A medida também estabelece uma diferenciação clara entre a Zona Sudoeste e a Zona Oeste, que inclui bairros como Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Padre Miguel e Realengo, garantindo maior precisão no planejamento urbano e no desenvolvimento de políticas públicas regionais.
Durante a discussão na Câmara, alguns vereadores manifestaram preocupações sobre a percepção da população. O vereador Pedro Duarte (Novo) alertou que a separação poderia transmitir a impressão de que bairros como a Barra da Tijuca estariam “desconfortáveis” em relação à Zona Oeste, argumentando que o esforço deveria ser integrar a cidade e não fragmentá-la.
Apesar das divergências, a lei foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes, consolidando a criação da Zona Sudoeste como instrumento para organizar o crescimento urbano, a distribuição de recursos e a identidade territorial da região. A nova nomenclatura reforça a importância do planejamento urbano e da gestão municipal na organização de bairros historicamente ligados ao desenvolvimento residencial, comercial e turístico do Rio de Janeiro.