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Filha de Dorival Caymmi, intérprete consagrada da MPB enfrentava complicações cardíacas e passou nove meses internada em clínica na zona sul carioca.

 Foto: Nana Caymmi/Instragram
A cantora Nana Caymmi morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde agosto de 2024 na Clínica São José, em Botafogo, tratando uma arritmia cardíaca. O irmão, o músico Danilo Caymmi, confirmou a morte.

Com uma das vozes mais marcantes da música brasileira, Dinahir Tostes Caymmi acumulou mais de seis décadas de carreira e 27 discos lançados, sendo dois ao vivo. Nana deixou uma marca profunda na história da MPB.

Raízes musicais e trajetória pessoal

Filha do compositor Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris, Nana nasceu cercada por música. Gravou sua primeira canção em dueto com o pai, ainda criança. A música “Acalanto”, composta por Dorival para ninar a filha, tornou-se símbolo de seu início precoce na arte.

Aos 18 anos, casou-se com um médico venezuelano e mudou-se para a Venezuela. No entanto, não se adaptou. Voltou ao Brasil grávida e com duas filhas. Logo após o parto, enfrentou seu primeiro grande desafio: participou e venceu o Festival Internacional da Canção de 1966, mesmo sendo vaiada ao cantar “Saveiros”, de seu irmão Dori.

Relacionamentos e parcerias marcantes

Nana Caymmi se relacionou com Gilberto Gil entre 1967 e 1969. O casal se separou quando o cantor foi exilado na Inglaterra pela ditadura militar. Ao longo da vida, Nana nunca se rendeu a modismos. Preferiu sempre explorar a beleza e a emoção da canção brasileira.

Gravou obras de compositores como Aldir Blanc, Braguinha, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento e Roberto Carlos. Sua interpretação dramática e seu timbre inconfundível a tornaram única no cenário musical.

Momentos históricos da carreira

Em 1991, no Rio Show Festival, Nana dividiu o palco com o pai Dorival, o irmão Danilo e Tom Jobim, em um encontro histórico. Em 2004, os irmãos Caymmi foram homenageados com o título de cidadãos baianos. Em retribuição, cantaram uma canção do pai.

Durante a pandemia, lançou seu último álbum solo com canções de Tom e Vinicius. Em 2024, voltou ao estúdio para gravar uma faixa do disco Canário do Reino, ao lado de Renato Braz, em homenagem a Tim Maia.

Sua voz integrou trilhas sonoras de novelas e minisséries da TV Globo. Além disso, Nana fez participações especiais cantando em várias produções televisivas.

Homenagens e despedidas

A morte da cantora causou grande comoção no meio artístico. Leila Pinheiro ressaltou: “Grandiosa, a intérprete que ela foi. Gravou a música brasileira toda.”
Zeca Pagodinho comentou: “Descansou para sua voz ficar aqui.”
Danilo Caymmi, visivelmente emocionado, declarou: “O Brasil perde uma das maiores intérpretes.”
Aquiles Reis, do grupo MPB4, destacou: “Nana é imortal.”
Teresa Cristina afirmou: “Dói demais perder uma cantora espetacular.”
Alcione, amiga íntima, lamentou: “O Brasil perdeu a voz. Vá com Deus, Nana.”

Fontes:
g1.globo.com
agenciabrasil.ebc.com.br

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