Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Saúde, remédios e mudanças culturais explicam queda no consumo de bebidas alcoólicas, que já afeta bares, restaurantes e a indústria de destilados.

Foto: Canva
Nos últimos anos, o consumo de bebidas alcoólicas vem diminuindo entre os brasileiros, especialmente entre os jovens. A mudança nos hábitos de consumo não apenas reflete uma nova mentalidade social, mas também impõe desafios para o setor de hospitalidade e a indústria de bebidas.

Jovens estão bebendo menos álcool

Pesquisas recentes indicam que os jovens estão cada vez mais afastados do álcool. Um estudo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) mostra que 46% dos brasileiros entre 18 e 24 anos não consomem bebidas alcoólicas. Outros 20% bebem uma vez por mês ou menos.

No cenário global, a tendência se repete. Segundo a organização britânica Drinkware, 26% dos jovens de diversos países se consideram abstêmios. A combinação entre saúde, estética e bem-estar tem influenciado diretamente o comportamento dessa geração.

Saúde, remédios e estilo de vida explicam queda

A queda no consumo de álcool entre os jovens está ligada a vários fatores. Entre os principais, destacam-se:

  • Preocupação crescente com a saúde. A cultura do corpo, impulsionada pelas redes sociais e academias, ganhou força.
  • Uso elevado de medicamentos controlados. Segundo a Far.me, 80% dos jovens até 17 anos utilizam medicamentos contínuos. Entre adultos jovens, o índice chega a 40%. Combinar álcool com esses remédios é prejudicial.
  • Popularização de remédios como Ozempic e Wegovy. Com o uso disseminado de fármacos que inibem o apetite, também caiu o interesse pelo consumo etílico.
  • Mudanças no lazer. A vida noturna foi parcialmente substituída por eventos diurnos, como festas e shows, que nem sempre envolvem bebida alcoólica.

Bares e restaurantes enfrentam novo desafio

A redução no consumo está gerando impactos econômicos. Em 2024, o Distilled Spirits Council relatou uma queda de 1,1% nas vendas de destilados nos Estados Unidos. No Brasil, bares e restaurantes já sentem os efeitos.

Além das mudanças no perfil do consumidor, o setor enfrenta tarifas comerciais instáveis, excesso de oferta e ameaças regulatórias, como a possível obrigatoriedade de alertas sanitários nos rótulos.

Indústria se adapta: menos quantidade, mais qualidade

Apesar da queda geral, o consumo de bebidas premium vem crescendo. Consumidores estão optando por bebidas de maior qualidade, que causam menos ressaca e proporcionam experiências mais refinadas. Marcas como Diageo, Pernod Ricard e APTK Spirits reportaram aumento na demanda por produtos selecionados e prontos para consumo.

Em resposta às mudanças, bares e restaurantes estão investindo em coquetéis com baixo teor alcoólico, opções sem álcool e menus saudáveis com ingredientes locais. A criatividade deixou de ser um diferencial e se tornou essencial para manter a relevância.

Tendência de longo prazo ou momento passageiro?

Ainda é cedo para afirmar se essa transformação será permanente. No entanto, especialistas acreditam que o novo perfil de consumo veio para ficar. A pandemia de COVID-19, por exemplo, fez muitas pessoas reavaliar o uso de álcool como válvula de escape para o estresse.

A busca por bem-estar físico e mental, somada ao aumento da conscientização sobre os malefícios do álcool, deve manter essa tendência em alta. O Brasil ainda tem um dos maiores índices de consumo da América Latina, mas os dados mostram um movimento claro de retração.

Fontes:
cnnbrasil.com.br
tribunademinas.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Projetos sobre TEA, cidades-irmãs e proteção às mulheres avançam na Câmara do Rio e seguem para nova etapa

Jornalista consagra trajetória marcante no reality e supera adversários com mais de 75% dos votos na grande final.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (1)
Agora é lei: Policiais e bombeiros com familiares doentes poderão solicitar nova lotação em unidade de trabalho

Medida sancionada no Rio permite mudança de lotação para agentes de segurança que cuidam de dependentes com doenças graves

IMAGENS PARA O SITE (3)
Agora é Lei: Campanha “banco vermelho” no combate à violência contra a mulher será criada no Rio

Estado do Rio cria ação simbólica e educativa com bancos vermelhos para conscientizar sobre violência contra a mulher

IMAGENS PARA O SITE (2)
Agora é lei: Crime de stalking será incluído em campanha de conscientização contra violência à mulher

Nova lei amplia conscientização sobre stalking no Rio e reforça combate à violência psicológica contra mulheres