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Na manhã de segunda-feira (6), agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro mataram “Naizinho”, um dos principais líderes do Comando Vermelho, durante uma operação na comunidade de Santo Cristo, em Niterói. O confronto direto entre policiais e criminosos ocorreu no Complexo do Santo Cristo, área estratégica para a facção, e marcou mais um episódio da luta contra o crime organizado no estado.
Durante o tiroteio, Naizinho foi alvejado por disparos e, apesar do socorro prestado, não resistiu aos ferimentos. Policiais prenderam outros cinco criminosos que o acompanhavam e apreenderam um fuzil, munições, drogas e armas de uso restrito. O armamento estava sob posse da quadrilha para garantir domínio territorial e intimidar rivais e moradores.
Facção perdia um de seus líderes mais influentes
Reconhecido como uma figura central do Comando Vermelho na região metropolitana do Rio, Naizinho exercia influência em diversos pontos de venda de drogas e liderava ações criminosas como extorsão, tráfico de armas e domínio armado de comunidades. Ele integrava o núcleo estratégico da facção e havia se tornado alvo prioritário das investigações da Polícia Civil.
Além disso, autoridades acreditam que ele também mantinha contato com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), fortalecendo a recente aliança entre as duas maiores facções do Brasil.
Aliança entre CV e PCC eleva risco à segurança pública
Desde 2024, o Comando Vermelho firmou uma aliança tácita com o PCC. Essa união preocupa profundamente os órgãos de segurança pública, pois amplia a influência do crime organizado em diversas regiões do país. Segundo especialistas, a cooperação entre essas facções eleva a complexidade das operações policiais, exigindo mais articulação entre os estados e maior investimento em inteligência.
Mesmo com a morte de Naizinho, a Polícia acredita que outros líderes tentarão ocupar o espaço deixado. Por isso, os agentes afirmam que seguirão com operações constantes em pontos estratégicos para impedir a reestruturação do comando local.
Operações devem continuar de forma intensificada
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro reforçou que a operação em Niterói faz parte de uma estratégia contínua para enfraquecer as estruturas das facções criminosas. Segundo as autoridades, ações integradas entre Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos federais serão intensificadas nas próximas semanas, com foco em prender outros integrantes de alto escalão e confiscar armamentos e recursos do tráfico.
A apreensão de armas e a prisão de criminosos em Niterói representam um avanço importante, mas o cenário ainda exige atenção redobrada. A expansão territorial do Comando Vermelho e sua articulação com o PCC colocam o Estado em alerta máximo.
Fonte: jovempan.com.br