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Nova divisão da Guarda Municipal inicia operações com 600 agentes e foco na prevenção de roubos e furtos em áreas estratégicas da cidade.

Foto: Rafael Nascimento / g1

A nova Força Municipal iniciou patrulhamento nas ruas do Rio de Janeiro neste domingo (15). A divisão armada integra a estrutura da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.

Inicialmente, 600 agentes participam da operação. Além disso, o patrulhamento prioriza regiões com maior incidência de roubos e furtos identificadas por estudos da prefeitura.

Nesse primeiro dia, equipes atuam no entorno do Jardim de Alah, na Zona Sul. Ao mesmo tempo, patrulhas também cobrem áreas próximas à Rodoviária do Rio de Janeiro.

Além disso, operações ocorrem no Terminal Gentileza e na Estação Leopoldina, ambos na região central da cidade.

Segundo a prefeitura, a nova força reforça a segurança urbana e complementa o trabalho das polícias estaduais.

Patrulhamento estratégico com base em dados criminais

Primeiramente, a Força Municipal atuará na prevenção de crimes urbanos. Portanto, o foco principal será reduzir roubos e furtos em áreas de grande circulação.

Entretanto, investigações criminais continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Para organizar as ações, a corporação utilizará o sistema chamado Quadro de Missão Dirigida (QMD). Assim, cada equipe receberá previamente uma missão específica.

O sistema define o trecho da rua, o horário da operação e o tipo de patrulhamento. Além disso, os agentes podem atuar a pé, de motocicleta ou em viaturas.

Caso um agente se afaste da área determinada por mais de 15 minutos, um alerta automático será enviado à central de controle.

Consequentemente, supervisores entram em contato por rádio para verificar a ocorrência.

Treinamento rigoroso e seleção interna

A prefeitura selecionou os 600 guardas municipais por meio de processo interno. Posteriormente, os profissionais participaram de um curso de formação iniciado em 2025.

Ao todo, os agentes passaram por mais de 500 horas de treinamento. Durante esse período, especialistas ensinaram técnicas de abordagem e defesa pessoal.

Além disso, o curso incluiu treinamento de tiro e uso progressivo da força.

A formação foi supervisionada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Polícia Rodoviária Federal.

Portanto, apenas guardas efetivos e concursados poderão integrar a nova divisão armada.

Patrulhamento em duplas e trios

As equipes atuarão principalmente em duplas ou trios de agentes. Dessa forma, a corporação pretende ampliar a segurança durante abordagens.

Em regiões turísticas ou comerciais, o patrulhamento a pé será priorizado. Assim, os agentes manterão contato direto com moradores e visitantes.

Entretanto, motocicletas e viaturas também serão utilizadas em operações com maior área de cobertura.

No caso das motos, duas motocicletas atuarão juntas. Cada uma terá dois agentes para garantir apoio imediato durante abordagens.

Armamento e equipamentos de controle

Os agentes da Força Municipal utilizarão pistolas calibre 9 milímetros. Além disso, cada profissional carregará munição reserva durante o patrulhamento.

Entretanto, o uso de arma de fogo deverá ocorrer apenas em situações extremas.

Além disso, os guardas portarão equipamentos de menor potencial ofensivo. Entre eles estão spray de pimenta, spray lacrimogêneo e dispositivos de condução elétrica.

A prefeitura determinou que apenas guardas municipais efetivos poderão portar armas na nova divisão.

Essa regra foi definida após questionamentos da Polícia Federal do Brasil sobre a participação de agentes temporários em atividades armadas.

Assim, profissionais contratados temporariamente exercerão apenas funções administrativas.

Monitoramento com câmeras e GPS

Todos os agentes utilizarão câmeras corporais durante o patrulhamento. Portanto, as gravações servirão como instrumento de fiscalização e produção de provas.

Além disso, cada agente terá um dispositivo de GPS. Dessa forma, a prefeitura acompanhará a localização das equipes em tempo real.

O monitoramento será realizado pelo Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro.

Consequentemente, gestores poderão acompanhar deslocamentos e responder rapidamente a situações emergenciais.

Divisão territorial das operações

Quando atingir funcionamento completo, a Força Municipal atuará a partir de três bases operacionais. Elas foram chamadas de Base Litorânea, Base Norte e Base Oeste.

Ao todo, a prefeitura definiu 22 áreas prioritárias de atuação. Os locais foram escolhidos com base em estudos sobre incidência de crimes.

A Base Litorânea concentra 13 áreas estratégicas, principalmente na Zona Sul, Barra da Tijuca e Centro.

Enquanto isso, a Base Norte terá seis áreas de patrulhamento. Já a Base Oeste contará com três regiões prioritárias.

Entre os pontos previstos estão bairros turísticos e áreas comerciais importantes da cidade.

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