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A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu um criadouro de jacarés durante uma operação contra o tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação ocorreu nesta terça-feira (16) e revelou um esquema incomum utilizado por criminosos para fortalecer o controle territorial na região.
Segundo os investigadores, os animais eram mantidos por integrantes de facções criminosas e poderiam ser utilizados como ferramenta de intimidação contra rivais, moradores e possíveis desafetos da organização.
Além disso, a operação resultou na prisão de seis suspeitos e na recuperação de dezenas de veículos.
Jacarés eram mantidos em tanques dentro de residência
Durante as diligências, os agentes localizaram dois jacarés em tanques instalados dentro de uma residência. Logo após a descoberta, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para realizar o resgate dos animais.
De acordo com a Polícia Civil, os jacarés estavam sob a guarda de integrantes do tráfico de drogas que atuam na região. Embora as investigações ainda estejam em andamento, os policiais trabalham com a hipótese de que os animais fossem usados para impor medo e reforçar o poder da organização criminosa.
Os répteis foram retirados do imóvel com segurança. Posteriormente, eles serão encaminhados para avaliação e destinação adequada pelos órgãos competentes.
Operação teve como alvo integrantes de facções criminosas
A ação policial teve como foco o cumprimento de mandados de prisão contra integrantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP).
Os alvos atuavam principalmente nas localidades de Santa Tereza, Redentor e Jardim Glauce, áreas que integram o Complexo da Guacha, em Belford Roxo.
Segundo a corporação, as equipes realizaram buscas simultâneas em diversos pontos da região. Como resultado, seis homens foram presos durante a operação.
Além das prisões, os agentes recuperaram 36 motocicletas e três automóveis que apresentavam indícios de ligação com atividades criminosas.
Polícia busca identificar responsáveis pelos animais
Enquanto a investigação avança, a Polícia Civil tenta identificar quem mantinha os jacarés no imóvel e qual era exatamente a finalidade dos animais dentro da estrutura criminosa.
Os investigadores também apuram se o criadouro funcionava há longo período e se outros integrantes das facções participavam da manutenção dos répteis.
Parte das evidências já foi recolhida pelos agentes. Entretanto, novas diligências devem ocorrer nos próximos dias para ampliar o levantamento de informações.
Uso de animais pelo crime organizado chama atenção
A descoberta do criadouro chamou a atenção das autoridades devido ao caráter incomum da prática. Embora organizações criminosas utilizem diferentes métodos para impor controle em comunidades, casos envolvendo a manutenção de animais silvestres para intimidação são considerados raros.
Por isso, a Polícia Civil pretende aprofundar as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar possíveis envolvidos.