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Agência apura se uma das aeronaves operava de forma irregular; acidente matou artistas internacionais, produtores e pilotos no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma investigação para apurar se os helicópteros que se chocaram no ar, no Recreio dos Bandeirantes, realizavam transporte clandestino de passageiros. O acidente ocorreu na manhã de domingo (14) e provocou a morte de seis pessoas.

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, os pilotos possuíam habilitação válida e experiência compatível com os modelos das aeronaves. Além disso, os helicópteros estavam com a documentação regularizada no momento da colisão.

Entretanto, a agência busca esclarecer se uma das aeronaves operava fora das normas da aviação civil. A suspeita surgiu após denúncias já recebidas pelo órgão regulador.

Anac concentra investigação em possível operação irregular

Durante entrevista, Faierstein destacou que a situação documental dos envolvidos não apresenta irregularidades iniciais. No entanto, a principal linha investigativa envolve a natureza da operação realizada por uma das aeronaves.

De acordo com o dirigente, a Anac já conduz apurações relacionadas a denúncias de transporte aéreo clandestino em diferentes regiões do país. Por isso, os investigadores vão analisar registros de voo, contratos, autorizações e eventuais pagamentos pelo transporte.

Além disso, técnicos da agência devem cruzar informações com outros órgãos para verificar se houve descumprimento da legislação aeronáutica.

Colisão aconteceu sobre o Recreio dos Bandeirantes

O acidente ocorreu na manhã de domingo, quando dois helicópteros colidiram durante o voo. Segundo testemunhas, as aeronaves perderam altitude após o impacto e caíram em um pátio com veículos estacionados no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Logo após a queda, um dos helicópteros explodiu. Em seguida, as chamas atingiram diversos veículos que estavam no local. Equipes de emergência chegaram rapidamente à área, porém nenhuma das vítimas sobreviveu.

O Corpo de Bombeiros informou que recebeu o chamado às 8h59. As equipes atuaram no combate ao incêndio e no isolamento da área para os trabalhos periciais.

Aeronaves tinham características diferentes

Um dos helicópteros envolvidos era um Eurocopter AS 350 B2. A aeronave explodiu após atingir o solo e transportava cinco ocupantes.

Já o segundo helicóptero, um Bell 206B, caiu sem registrar incêndio. Contudo, o piloto morreu preso às ferragens.

As causas da colisão ainda serão determinadas pelas autoridades responsáveis pela investigação aeronáutica. Enquanto isso, especialistas analisam destroços, dados operacionais e possíveis registros eletrônicos dos voos.

Quem são as vítimas do acidente

Entre os mortos estão profissionais da música, do audiovisual e da aviação.

No helicóptero PP-MAC estavam:

  • Alexandre Souza, piloto brasileiro;
  • Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, youtuber argentino;
  • Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota, produtor musical brasileiro;
  • Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
  • Nickel Oliver Tree, cantor e produtor musical norte-americano.

No helicóptero PR-DJJ estava:

  • Charles Marsillac, piloto brasileiro.

A morte de Oliver Tree e Gaspi gerou forte repercussão internacional. Ambos acumulavam milhões de seguidores nas redes sociais e possuíam grande influência no cenário digital e artístico.

Polícia Civil avança na identificação das vítimas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (15), que os corpos dos três brasileiros já foram identificados oficialmente.

Além disso, peritos do Instituto Médico-Legal realizaram a coleta de material genético para confirmar a identidade das vítimas estrangeiras. Os exames seguem em processamento.

Enquanto os trabalhos continuam, familiares das vítimas recebem apoio das autoridades e acompanham os procedimentos de reconhecimento.

Investigações seguem em diferentes frentes

Além da Anac, outros órgãos participam da apuração. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias da colisão, as condições operacionais dos voos e a eventual existência de atividade irregular.

Por outro lado, a regularidade documental das aeronaves e dos pilotos já foi confirmada preliminarmente. Mesmo assim, a hipótese de transporte clandestino permanece sob análise.

Os resultados das perícias devem ajudar a reconstruir os últimos momentos dos voos e determinar as responsabilidades pelo acidente.

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