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Justiça concedeu habeas corpus ao funkeiro, acusado de apologia ao crime e associação ao tráfico; fãs causam tumulto na saída do presídio.

Multidão aguardava saída de MC da prisão (Foto: TV Globo, Reprodução)
MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho Couto, foi libertado nesta terça-feira (3) após cinco dias preso no presídio Bangu 3, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. A Justiça concedeu habeas corpus com medidas cautelares, permitindo a saída do artista, investigado por apologia ao crime e associação ao tráfico de drogas.

Assim que saiu, Poze foi recebido por centenas de fãs, familiares e amigos, incluindo a influenciadora Vivi Noronha, sua esposa, e o cantor Oruam, que subiu em um ônibus durante a chegada. A multidão celebrou com queima de fogos, caixas de som e cartazes. No entanto, a PM usou gás de pimenta e cacetetes para conter tumultos causados pela aglomeração.

Decisão judicial questiona prisão e determina cautelares

O desembargador Peterson Barroso Simão, da 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ, criticou a condução da prisão e determinou que o artista cumpra medidas cautelares, como comparecer mensalmente à Justiça, não sair da comarca sem autorização, entregar o passaporte e não manter contato com investigados ou membros do Comando Vermelho.

Simão afirmou que a prisão “não se sustenta” por não haver indícios suficientes da necessidade de sua manutenção. O magistrado destacou que o foco das investigações deve estar nos líderes da facção, e não em figuras públicas, como Poze.

Fãs provocam confusão na porta do presídio

Desde o início da manhã, centenas de pessoas se aglomeraram em frente ao presídio. Alguns subiram em grades e muros, outros invadiram ônibus parados na região. O cantor MC Chefin também compareceu, mas não falou com a imprensa. A Secretaria de Administração Penitenciária instalou barreiras físicas para conter a multidão.

Durante a confusão, fãs relataram empurra-empurra, desmaios e irritação nos olhos por causa do spray de pimenta. Mesmo assim, muitos seguiram no local tocando músicas do cantor e exibindo faixas de apoio.

Vivi Noronha também foi alvo de investigação

Enquanto aguardava a soltura do marido, Vivi Noronha foi citada em uma nova operação da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro. A investigação apura o envolvimento de empresas ligadas à influenciadora com a movimentação de R$ 250 milhões, atribuída à facção Comando Vermelho.

Nas redes sociais, Vivi se defendeu e afirmou que sua família está sendo tratada como criminosa, alegando abuso policial e racismo na condução da prisão de Poze. Ela questionou o fato da operação ter sido deflagrada justamente no dia da soltura do marido.

Investigação contra Poze segue em andamento

A Polícia Civil afirma que Poze teria feito shows em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, com traficantes armados presentes e músicas que, segundo a corporação, fazem apologia ao tráfico de drogas, ao uso de armas e à violência entre facções.

As autoridades destacaram que o conteúdo das letras ultrapassa os limites da liberdade de expressão e será investigado por crimes de apologia e associação ao tráfico. O cantor segue respondendo ao inquérito em liberdade, sob as condições impostas pelo TJ-RJ.

Fontes:
nsctotal.com.br
terra.com.br
oglobo.globo.com

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