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Confrontos armados já interditaram 11 vezes a Avenida Brasil e causaram sete paralisações no BRT; Linha Vermelha e trens também foram afetados.

Avenida Brasil fechada durante operação policial no Rio nesta terça-feira (10) – Centro Operações Rio

Em 2025, a violência armada no Rio de Janeiro provocou 11 interdições parciais ou totais na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade. Os dados, fornecidos pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio), revelam o impacto crescente dos confrontos armados na mobilidade urbana.

Além disso, a Linha Vermelha, essencial para o tráfego entre o centro da capital e a Baixada Fluminense, já foi fechada quatro vezes neste ano. As causas incluem tiroteios, ações policiais, assaltos e homicídios, que frequentemente resultam em pânico entre motoristas e passageiros.

Ação no Complexo de Israel intensifica o cenário
Na última terça-feira (10), uma operação da Polícia Civil no Complexo de Israel, na zona norte, reforçou o cenário de instabilidade. O confronto causou a morte de três suspeitos, a prisão de 20 pessoas e a apreensão de armas e explosivos. Quatro pessoas foram baleadas, incluindo um motorista e um passageiro de ônibus.

Como consequência, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha foram bloqueadas nos dois sentidos. Entre 6h e 7h40, a cidade enfrentou mais uma interrupção grave em seus principais eixos de deslocamento.

BRT e trens sofrem com paralisações frequentes
O sistema BRT, vital para a circulação de milhares de passageiros por dia, sofreu sete paralisações desde janeiro. Em um dos casos, três interrupções ocorreram no mesmo dia, totalizando cinco horas de serviço suspenso em diferentes trechos do corredor Transbrasil.

A SuperVia também relatou sete interrupções no ramal Saracuruna neste ano, todas causadas por tiroteios. Em 2024, foram 16 paralisações no total, sendo 11 em Saracuruna e cinco em Belford Roxo.

Violência fecha Linha Amarela e aterroriza população
O medo se intensificou no dia 19 de maio, quando criminosos bloquearam a Linha Amarela após matarem um policial da Core (tropa de elite da Polícia Civil) durante operação na Cidade de Deus. Em resposta, traficantes incendiaram barricadas, provocando cenas de pânico. Motoristas abandonaram veículos e se jogaram no chão para escapar dos disparos.

Menos de uma semana antes, uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré causou sete interdições na Linha Amarela. A ação resultou na morte de Thiago da Silva Folly, o TH, chefe do tráfico e um dos criminosos mais procurados do estado.

Helicóptero alvejado e vias bloqueadas na Zona Norte
Em outro episódio marcante, um confronto em 12 de fevereiro na Cidade Alta terminou com quatro feridos e a interdição da Avenida Brasil e da Linha Vermelha. Durante a troca de tiros, um helicóptero da PM foi atingido por disparos e precisou realizar um pouso forçado. Nenhum policial se feriu.

Fonte: folha.uol.com.br

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