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Criança chegou ao hospital com 72 hematomas; laudo indica violência prolongada e dolosa. Casal nega envolvimento, mas Justiça vê fortes indícios de autoria.

Foto: Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro – Reprodução/Google Street View

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, na sexta-feira (4), Géssika de Souza Anacleto e Nicolas Souto Mesquita, mãe e padrasto de uma menina de 2 anos que morreu com sinais graves de agressão no Hospital Estadual Getúlio Vargas, localizado na Penha, zona norte da capital.

O casal teve a prisão convertida em preventiva neste domingo (6), após decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O Ministério Público estadual solicitou a medida, com base na gravidade do crime e nos indícios consistentes de autoria.

Laudo médico aponta agressões prolongadas

A criança deu entrada no hospital após, segundo o casal, engasgar-se durante uma refeição. Contudo, os médicos da unidade constataram 72 hematomas, hemorragia interna e lesões em múltiplos órgãos, o que incompatibilizou a versão apresentada pelos responsáveis.

Além disso, a equipe médica observou sinais de desnutrição severa e desidratação, acentuando as suspeitas de negligência e maus-tratos. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou, posteriormente, ferimentos em diferentes fases de cicatrização, indicando que a menina sofria agressões há bastante tempo.

Justiça vê dolo na conduta dos responsáveis

Durante a audiência de custódia, realizada na Cadeia Pública de Benfica, os suspeitos negaram todas as acusações. No entanto, o juízo entendeu que “há fortes indícios de que a morte trágica da criança não tenha sido acidental, mas provocada por conduta dolosa”.

A decisão judicial ressaltou a importância da prisão preventiva para preservar a ordem pública e garantir a continuidade das investigações. A defesa do casal não foi localizada até o fechamento desta reportagem.

Polícia investiga se houve omissão de terceiros

A 22ª Delegacia de Polícia (Penha) coordena as investigações. Os agentes buscam esclarecer detalhes sobre a rotina da criança, além de eventuais omissões por parte de familiares, vizinhos ou instituições que poderiam ter identificado os sinais de abuso anteriormente.

A polícia não descarta novas diligências e acredita que testemunhos adicionais poderão contribuir para o fechamento do inquérito com precisão. A possibilidade de denúncia por tortura também não está descartada, dependendo do avanço das apurações.

Fonte: folha.uol.com.br

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