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Governador do RJ rejeita reintegração do ex-secretário de Transportes mesmo após apelos políticos e risco de rompimento com base aliada.

O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), comunicou, na noite de quarta-feira (10), a deputados estaduais que manterá a exoneração de Washington Reis (MDB), ex-secretário de Transportes do estado. A decisão foi formalizada na última semana pelo presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), durante um período em que Castro estava em viagem oficial. Desde então, o governador vinha sendo pressionado por diferentes setores políticos, sem se manifestar sobre o assunto.

Decisão irreversível para evitar retaliações

Castro, de acordo com fontes próximas, optou por não reverter a exoneração, mesmo após discussões internas sobre os possíveis impactos dessa decisão na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). A manutenção do ato de Bacellar visa evitar um confronto direto com o presidente da Alerj, especialmente após alertas de retaliações de deputados estaduais caso o governador contrariasse a ordem.

O aviso de Castro, inicialmente divulgado pelo portal Tempo Real, foi confirmado pelo jornal O Globo. Em sua comunicação com os deputados, o governador mencionou que respeitaria o ato de Bacellar, destacando a importância de preservar a estabilidade política na Alerj.

Movimentações políticas no jantar de Bacellar

Nesta quarta-feira (10), Bacellar organizou um jantar com mais de 20 deputados estaduais para demonstrar apoio à sua decisão. O encontro contou com a presença de representantes de diversos partidos, incluindo bolsonaristas do PL, Republicanos, União Brasil, e até uma deputada do PSOL, Dani Monteiro. O jantar serviu para reforçar a posição do presidente da Alerj em meio à crise política com o ex-secretário.

Flávio Bolsonaro intervém e gera desgaste entre aliados

A intervenção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu o retorno de Washington Reis ao governo, aumentou a tensão. O senador sugeriu que Castro articulasse uma solução pacífica entre Reis e Bacellar, movimento que não foi bem recebido pelo presidente da Alerj. Para Bacellar, a sugestão de Flávio foi interpretada como uma tentativa de “terceirizar” a tomada de decisão do governo, o que provocou desconforto.

Aliados de Bacellar reforçam apoio à exoneração

No mesmo dia, Castro teve uma reunião com aliados de Bacellar na Alerj. Deputados do PL, como Alan Lopes, Alexandre Knoploch, Filipe Poubel e Rodrigo Amorim, além do secretário André Moura, que assumiu interinamente a Secretaria de Transportes, reforçaram a posição de que a exoneração de Reis deve ser mantida. De acordo com os participantes, se Castro decidisse reverter a medida, ele poderia perder apoio político crucial.

O futuro da Alerj e da articulação política de Castro

Castro, que deveria iniciar suas férias nesta sexta-feira (12), mencionou que estava considerando suspender o período de descanso, dada a complexidade das negociações sobre o futuro de Reis. Entretanto, o governador foi informado de que os partidos União Brasil e PP estão alinhados com a decisão de Bacellar, o que dificultou uma possível reversão da exoneração.

Fontes: oglobo.globo.com

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