Onda faz mar tomar completamente a areia na Praia do Leblon, e mulher escapa de ser molhada por pouco — Foto: José Raphael Berrêdo/g1
A orla da Zona Sul do Rio de Janeiro enfrenta pelo segundo dia consecutivo os efeitos de uma forte ressaca. Nesta quarta-feira (30), o mar voltou a invadir o calçadão e a Avenida Delfim Moreira, no Leblon, permanecendo interditada nos dois sentidos entre as avenidas Bartolomeu Mitre e Epitácio Pessoa.
De acordo com a Marinha, as ondas podem atingir entre 2,5 e 4 metros. O alerta de ressaca segue válido até a noite de quinta-feira (31), e o cenário de destruição exige atenção redobrada de motoristas, banhistas e frequentadores da região.
Interdições e desvios na Delfim Moreira
A interdição completa da Avenida Delfim Moreira tem provocado alterações no trânsito. No sentido Vidigal, os veículos estão sendo desviados pela Avenida Epitácio Pessoa. Já no sentido Ipanema, o fluxo é redirecionado pela Avenida Bartolomeu Mitre.
As equipes da Prefeitura atuam desde a madrugada na limpeza da via e do calçadão. Por enquanto, não há previsão para a liberação do trecho afetado. A recomendação das autoridades é clara: evite circular pela orla durante o período de ressaca.
Estrutura danificada e alerta aos banhistas
A força do mar atingiu diretamente diversos quiosques, como o tradicional Baixo Bebê, onde brinquedos foram retirados por precaução. Estações de exercícios ao longo do calçadão foram deslocadas pelas ondas. Um carro estacionado no canteiro central foi arrastado, revelando o impacto da força da água.
Na terça-feira (29), por volta das 16h, os dois sentidos da Avenida Delfim Moreira foram interditados após o mar avançar com violência. A água tomou conta de parte dos quiosques e gerou pânico entre motoristas e banhistas.

Orla do Leblon interditada pela ressaca — Foto: Ben-Hur Correia/TV Globo

Ressaca que atinge a orla do Rio leva areia para a Rua Delfim Moreira, no Leblon — Foto: Raoni Alves/ g1
Cinco pinguins mortos são encontrados na orla
Durante a madrugada, cinco pinguins-de-magalhães apareceram mortos na Praia do Arpoador. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), os animais foram trazidos pela correnteza e recolhidos para análise.
As causas das mortes ainda não foram identificadas. Esses animais, comuns em águas frias, são monitorados regularmente durante eventos de ressaca ou alterações bruscas no mar.
Fonte: g1.globo.com