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Acusados de organização criminosa, os PMs lotados em Belford Roxo extorquiam lojistas em troca de proteção com viatura e armamento da corporação.

Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), dez policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo), acusados de integrar uma organização criminosa responsável por cobrar propina de comerciantes para oferecer segurança privada ilegal.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o grupo atuava durante o próprio horário de expediente, utilizando viaturas, armamento e uniformes da corporação para proteger estabelecimentos que pagavam uma taxa semanal. Os comerciantes que aderiam ao serviço eram apelidados de “padrinhos” e recebiam atenção diferenciada, como visitas constantes de patrulhas e prioridade nas rotas de policiamento ostensivo.

Em alguns casos, um mesmo comércio era cobrado por diferentes grupos de policiais, ampliando a rede de extorsão e os lucros obtidos ilegalmente.

Locais e alvos

A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP/MPRJ), contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da PM. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na capital e em cidades como Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé e Nova Iguaçu.

Os investigadores apontam que a lista de comércios envolvidos é extensa, incluindo restaurantes, lanchonetes, mercados, farmácias, postos de gasolina, clínicas, universidades, feiras livres, festas populares e até um posto do Detran.

Histórico de irregularidades

Este não é o primeiro caso envolvendo o 39º BPM. Em julho de 2025, outros 11 policiais da mesma unidade já haviam sido denunciados por um esquema similar, que também envolvia cobrança de propina para garantir proteção a comerciantes da região.

Crime e riscos à população

O MPRJ destaca que a prática, além de ilegal, compromete os princípios de legalidade, moralidade e igualdade no acesso à segurança pública, pois privilegia quem pode pagar. Os policiais presos responderão por organização criminosa, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o mapeamento dos comércios beneficiados.

Fontes:
cnnbrasil.com.br
odia.ig.com.br

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