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Avelino Gonçalves Lima, o Alvinho, estava internado em estado grave após diagnóstico de câncer metastático. Sua defesa criticou a falta de tratamento adequado durante a prisão.

O traficante Avelino Gonçalves Lima, o Alvinho, durante tratamento de câncer — Foto: Arquivo pessoal

Avelino Gonçalves Lima, conhecido como Alvinho, chefe da facção Povo de Israel, morreu aos 54 anos em 22 de agosto, após um longo sofrimento causado por câncer.

No início deste ano, Alvinho foi diagnosticado com câncer em estágio avançado, já com metástase nos pulmões, fígado e intestino. O traficante foi internado no Hospital Clínica Grajaú, na Zona Norte do Rio, após sua condição piorar.

Pedido de tratamento negado

A defesa de Alvinho vinha tentando há meses garantir que ele fosse tratado fora do sistema prisional. 18 petições foram feitas, pedindo prisão domiciliar ou internação hospitalar, mas todas foram negadas pela Justiça.

A advogada de Alvinho, Flávia Fróes, criticou duramente a decisão judicial: “Pedimos tratamento médico, mas ignoraram os pareceres médicos. O sofrimento foi desumano”, afirmou.

Autorização para visita de despedida

Recentemente, a Justiça autorizou a retirada das algemas e a visita de despedida. Essa decisão veio após relatório médico confirmar a gravidade do estado de saúde de Alvinho. No entanto, os pedidos de tratamento adequado foram sistematicamente recusados.

Morte e sepultamento

Após um longo período de agonia, Alvinho faleceu na quinta-feira (22) e foi sepultado no Cemitério de Irajá no dia seguinte. Sua morte gerou controvérsia, principalmente pela falta de tratamento médico adequado durante sua internação.

Petição de extinção de punibilidade

Na última tentativa de livrar Alvinho das penas, a defesa entrou com uma petição de extinção de punibilidade por morte. O documento, protocolado em 21 de agosto, criticou o Judiciário e comparou a negligência médica no sistema prisional a práticas de campos de concentração.

Segundo a defesa, Alvinho foi “devolvido” ao estado do Rio de Janeiro, onde os pedidos de tratamento foram novamente ignorados, apesar de uma decisão liminar do Tribunal Regional Federal (TRF1) reconhecendo a urgência do tratamento.

“A dignidade humana foi tratada com indiferença. O sofrimento do meu cliente foi ignorado em nome da burocracia”, declarou a advogada.

Investigações sobre o envolvimento de Alvinho em mortes

Alvinho era conhecido do sistema penitenciário e acumulara diversas passagens pela polícia, incluindo 9 anotações criminais e 13 processos disciplinares. Ele também foi acusado de ser o mandante de uma rebelião em 2018 que resultou na morte de um detento.

Em 2022, Alvinho foi investigado por seu envolvimento na morte de dois presos encontrados enforcados, após descobrir que eles planejavam sequestrar a filha de um líder da facção Povo de Israel.

A trajetória criminal de Alvinho

Alvinho foi preso pela primeira vez em julho de 1999 e acumulou diversas passagens pela prisão. Em 2007, obteve uma autorização para visita periódica, mas não retornou ao presídio. Após dois anos, foi recapturado.

Em junho de 2023, foi transferido para o sistema penitenciário federal, mas voltou ao Rio de Janeiro em agosto e foi encaminhado para a Cadeia Pública José Antônio de Costa Barros, em Gericinó.

Reações e próximas ações

A defesa de Alvinho já anunciou que irá acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), criticando a atuação do Judiciário no caso.

A advogada Flávia Fróes afirma que as falhas no processo judicial não devem ser ignoradas: “A pena se transformou em sentença de extermínio, e o Estado revela sua falha no cumprimento de direitos humanos.”

Fonte: g1.globo.com

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