Quando o ônibus do Fluminense passar pela Rua Ramón Cabrero 2007, na província de Buenos Aires, Cano fará uma viagem ao passado ao entrar no complexo Ciudad de Lanús – Néstor Díaz Pérez. Revelado pelo Lanús, adversário do Flu nesta terça-feira pela Conmebol Sul-Americana, o atacante retorna com um status totalmente diferente daquele que tinha entre 2010 e 2011.
De promessa que não vingou a “Rei da América” pelo Fluminense, Cano deu a volta por cima na carreira e mantém fortes ligações com o clube argentino, ao qual enfrentará pela primeira vez desde que saiu há quase 15 anos.
Origens humildes e destaque precoce
Nascido no hospital Gandulfo, em Lomas de Zamora, Cano veio de uma família simples e teve contato com a bola muito cedo. Participando de competições infantis em escolinhas de clubes de bairro, chamou a atenção aos 9 anos e foi levado ao Lanús por um carpinteiro, Hernán Prol, e pelo ex-dirigente Beto Monje.
Nas categorias de base, Cano destacou-se não apenas pelos gols, mas também pela visão de jogo, chegando a vestir a camisa 10 antes de se profissionalizar.
Dificuldades na equipe principal
Apesar do sucesso nas categorias de base, Cano não conseguiu se firmar no time profissional do Lanús. Com apenas 24 jogos, saindo quase sempre do banco e marcando apenas dois gols, deixou o clube aos 23 anos para defender o Colón.
Sem destaque no futebol argentino, Cano precisou escolher entre trabalhar com o pai, sapateiro, ou seguir carreira no futebol. Optou pelo segundo caminho e rodou por México e Colômbia, onde conquistou reconhecimento internacional antes de chegar ao Vasco.
Ídolo no Fluminense
No Fluminense desde 2022, Cano tornou-se o maior artilheiro do futebol brasileiro nesse período. Decidiu dois títulos do Campeonato Carioca sobre o Flamengo, foi artilheiro da Conmebol Libertadores de 2023 e conquistou a Recopa Sul-Americana. Nesta terça-feira, terá a chance de revisitar suas origens, enfrentando o Lanús que o revelou.
Fonte: Globoesporte