Pesquisar

Lei sancionada pelo Governador Cláudio Castro promove qualificação profissional e inclusão de trabalhadores resgatados em ações de combate ao trabalho análogo à escravidão.

O Estado do Rio de Janeiro dará um passo importante no combate ao trabalho análogo à escravidão com a criação da Política de Reinserção das Vítimas de Trabalho Escravo no Mercado de Trabalho. A medida, sancionada pelo governador Cláudio Castro, foi formalizada por meio da Lei 10.950/25, que foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (18/09). A iniciativa visa promover a reintegração de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão ao mercado de trabalho formal e à cidadania.

Qualificação e oportunidades para as vítimas do trabalho escravo

A principal proposta da Lei 10.950/25 é oferecer qualificação profissional às vítimas, garantindo sua inserção em vagas de emprego formais. Através de parcerias com instituições de ensino e programas de empregabilidade, o governo estadual visa capacitar os ex-trabalhadores para que possam competir em igualdade de condições no mercado de trabalho. Além disso, serão estabelecidas reservas de vagas específicas para essas vítimas, garantindo prioridade no preenchimento de cargos.

A medida foi proposta pela deputada Marina do MST (PT) e coassinado por diversos parlamentares, incluindo Carlos Minc (PSB), Elika Takimoto (PT) e outros. A criação deste programa também envolve parcerias com municípios que enfrentam altos índices de resgates de pessoas submetidas ao trabalho escravo, ampliando a rede de acolhimento e apoio a essas vítimas.

Impacto na reintegração social e profissional

A nova política não se limita apenas à qualificação profissional. Além disso, o governo se comprometeu a garantir acompanhamento psicossocial contínuo, formação em cidadania, e elevação educacional das vítimas, oferecendo suporte para a reintegração plena dessas pessoas à sociedade. A expectativa é que a medida também ajude na prevenção do trabalho escravo, ao criar um ciclo de inclusão social sustentável e combater as causas que tornam essas pessoas vulneráveis a essa prática cruel.

Segundo a deputada Marina do MST, “não basta apenas a cooperação, é essencial que sejam criadas condições efetivas de reintegração social e profissional para trabalhadores resgatados e vulneráveis ao trabalho escravo”. A regulamentação da norma será definida por meio de decretos específicos que irão detalhar as ações do Poder Executivo.

Ações de prevenção em parceria com municípios

A Lei também estabelece que o Poder Executivo poderá firmar convênios com municípios que apresentem números expressivos de resgates de vítimas de trabalho escravo. Essa ação será um esforço conjunto para combater e prevenir o trabalho análogo à escravidão, com foco em políticas públicas de empregabilidade e promoção de direitos humanos.

Fontes: alerj.rj.gov.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Professores retomaram as atividades nesta segunda-feira (13), mas paralisação dos servidores técnico-administrativos continua e parte das reivindicações permanece sem solução.

Crime aconteceu na tarde de sábado (11), na Rua das Pacas, em Tamoios. Proprietário e funcionária foram rendidos, e criminosos levaram dinheiro, joias e um celular, que foi recuperado pela polícia.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (15)
Prefeitura do Rio proíbe publicidade de bets em espaços públicos

Nova regra alcança mobiliário urbano, espaços com publicidade externa, contratos municipais e eventos ligados à administração pública

IMAGENS PARA O SITE (16)
Madureira e o samba: a história de um berço cultural

Entre Portela, Império Serrano, jongo e grandes compositores, Madureira se consolidou como um dos principais berços do samba e da cultura popular carioca.

IMAGENS PARA O SITE (12)
Policial militar reage a tentativa de assalto e mata criminoso na Barra Olímpica

PM de folga reage durante abordagem de assaltantes na Avenida Salvador Allende, na Barra Olímpica, e reforça debate sobre segurança pública na Zona Oeste do Rio de Janeiro.