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Câmara do Rio promove debate sobre violência contra mulheres e presta homenagem à vítima de feminicídio, Juliana Garcia, que sobreviveu a agressões brutais em Natal (RN).

A violência doméstica contra mulheres foi tema central em um evento promovido pela vereadora Talita Galhardo (PSDB) na Câmara do Rio, nesta quarta-feira (24/09). Durante a sessão, a Casa Legislativa homenageou Juliana Garcia dos Santos Soares, vítima de uma tentativa de feminicídio em Natal (RN), que teve seu rosto desfigurado por 61 socos do então namorado. O agressor, preso desde o incidente, marcou uma história de sofrimento que, para Juliana, virou exemplo de superação.

Crescimento dos casos de violência contra mulheres no Rio de Janeiro

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, até julho de 2025, o Rio de Janeiro registrou 42.152 casos de agressão, dos quais 73,5% tiveram mulheres como vítimas. Além disso, 53 mortes foram contabilizadas no estado. A vereadora Talita Galhardo ressaltou a importância de ampliar o debate e conscientizar as mulheres a denunciarem os casos de violência doméstica. “O exemplo de Juliana deve inspirar as mulheres a denunciarem agressões e tentativas de feminicídio”, afirmou.

A importância da denúncia e do apoio institucional

Juliana, que passou por uma dolorosa cirurgia de reconstrução facial, compartilhou sua experiência e destacou o papel crucial das câmeras de segurança, como as que captaram sua agressão no elevador. “Em muitos casos, não há câmeras e ninguém quer ouvir. Precisamos de uma rede de apoio sólida”, apontou Helena Vieira (PSD), presidente da Comissão de Defesa da Mulher. A Comissão também distribui cartilhas orientando as mulheres sobre os passos a seguir diante de situações de violência doméstica, além de divulgar dados sobre os órgãos que oferecem suporte.

O impacto da história de Juliana

Emocionada, Juliana revelou que, antes de ser vítima, sempre teve acesso a informações sobre a violência contra mulheres, mas nunca imaginou que viveria essa realidade. “Eu já tinha sofrido agressão psicológica e moral, mas a dependência emocional me impediu de reagir antes. Agora, meu objetivo é inspirar outras mulheres a denunciarem”, afirmou.

Juliana se disse grata pela oportunidade de ser homenageada na Câmara do Rio e de sentir o acolhimento da sociedade. “É importante que as mulheres saibam que não estão sozinhas. A sociedade e o poder público devem ser aliados dessas vítimas”, declarou.

Rio de Janeiro como referência em punição ao feminicídio

A vereadora Talita Galhardo acredita que o Rio de Janeiro pode se tornar uma referência na luta contra a violência doméstica, inspirando outras regiões a adotar políticas públicas mais eficazes. “O Rio de Janeiro já é referência mundial em diversas áreas, e também pode ser exemplo no combate à violência contra as mulheres”, concluiu.

Além de Juliana, o evento contou com a participação de delegadas e policiais que atuam no combate à violência doméstica, como a delegada Tatiana Queiroz, que coordena as políticas públicas de segurança voltadas para as mulheres no estado.

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