Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Moradores e turistas relatam constrangimentos em quiosques da Praia do Forte; Procon intensifica fiscalizações durante a alta temporada.

A alta temporada de verão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, tem sido marcada por denúncias de consumação mínima e preços considerados abusivos em quiosques da Praia do Forte. Moradores e turistas relatam constrangimentos, cobranças elevadas e práticas que violam o Código de Defesa do Consumidor, levando o Procon a reforçar a fiscalização no litoral fluminense.

Alta demanda e relatos de abusos

A prefeitura estima que mais de um milhão de pessoas tenham passado por Cabo Frio durante o réveillon, impulsionadas pelo retorno da queima de fogos e pelo intenso fluxo turístico. Com a praia lotada, consumidores relatam exigência de consumação mínima para uso de mesas, cadeiras e guarda-sóis, além de preços elevados para itens simples do cardápio.

Entre os valores mencionados estão porções simples custando até R$ 150 e consumação mínima variando entre R$ 400 e R$ 500. Em redes sociais, turistas e moradores ironizaram os preços e criticaram o que chamaram de “teste de resistência econômica”.

Turistas e moradores relatam constrangimento

Há registros de clientes que afirmam ter sido direcionados apenas a opções mais caras, sob alegação de indisponibilidade de itens simples. Em outro caso, turistas relataram pagamento elevado por prato impróprio para consumo. Turistas estrangeiros também afirmaram ter aceitado a cobrança por desconhecer a legislação brasileira e disseram que a experiência impactou negativamente a decisão de retornar à cidade.

O que diz a lei

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é proibida a imposição de consumação mínima e qualquer condicionamento para o uso de espaços públicos. A praia é um bem público, e o consumidor não pode ser obrigado a consumir para permanecer na faixa de areia ou utilizar mesas e cadeiras.

Fiscalização reforçada

Com o aumento das denúncias, o secretário estadual de Defesa do Consumidor informou que fiscalizações estão em andamento na Região dos Lagos. O objetivo é coibir práticas abusivas e garantir o cumprimento da lei durante todo o verão.

A coordenação do Procon de Cabo Frio informou que houve reunião com o Dr. Serginho, secretarias municipais e representantes de quiosques e barracas para alinhar condutas. Exemplares do Código de Defesa do Consumidor foram distribuídos, e as fiscalizações seguirão de forma contínua.

Orientação ao consumidor

Especialistas orientam que consumidores evitem confrontos diretos, registrem provas e acionem o Procon ou a Guarda Municipal. Denúncias podem resultar em multas, interdições e outras sanções administrativas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Prefeitura do Rio projeta expansão da Saúde da Família, novas Clínicas da Família, aumento da arrecadação municipal e crescimento das despesas com servidores até 2029

Prefeitura prevê investimento de R$ 3,5 milhões em estruturas para reorganizar pontos de embarque e desembarque em áreas de grande fluxo de passageiros.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (20)
Funcionária morre atropelada dentro de garagem de ônibus no Engenho de Dentro

Jacqueline Azevedo de Carvalho, de 64 anos, trabalhava há 25 anos na empresa e morreu durante manobra de coletivo em garagem na Zona Norte do Rio

IMAGENS PARA O SITE (19)
SuperVia encerra operações após quase 30 anos e Nova Via Mobilidade assume trens do Rio

Mudança marca nova fase do sistema ferroviário fluminense, que enfrenta desafios históricos de infraestrutura, acessibilidade e qualidade do serviço

IMAGENS PARA O SITE (18)
Jovens da Rocinha denunciam turista colombiana por racismo durante apresentação de capoeira

Mulher tentou colocar banana em sacola de doações de grupo cultural; caso é investigado pela Polícia Civil como injúria por preconceito