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Rio registra 42,2 °C, sensação térmica chega a 50 °C em comunidades, e especialistas alertam para riscos à saúde e urgência de políticas públicas.

Foto: Leandro Vaz / Divulgação

O Brasil enfrenta um verão marcado por ondas de calor cada vez mais intensas.
Neste ano, mapas meteorológicos mostram temperaturas superiores às de 2024.

Além disso, termômetros ultrapassaram os 40 °C em pelo menos sete cidades brasileiras.
Assim, o fenômeno já preocupa autoridades de saúde e pesquisadores climáticos.

Rio atinge 42,2 °C e favelas registram sensação térmica de 50 °C

No Rio de Janeiro, os recordes chamaram atenção.
O Complexo do Alemão marcou 42,2 °C, a maior temperatura registrada no ano.

Além disso, a sensação térmica chegou a 50 °C em áreas da Zona Norte.
Enquanto isso, praias permaneceram lotadas durante o dia e também à noite.

Segundo reportagem exibida no Fantástico, o calor afeta de forma desigual os territórios urbanos.

Moradores adaptam rotina para enfrentar o calor

Em menos de um mês, o país enfrentou duas ondas severas de calor.
Moradores relatam dificuldade para permanecer dentro de casa.

Na Baixada Fluminense, Margarete Galdino afirmou que o calor se tornou insuportável.
Seu filho reforçou que a sensação térmica ultrapassa qualquer limite aceitável.

O pedreiro Marcelo Grego precisou inverter sua rotina.
Agora, ele trabalha à noite e descansa durante o dia para evitar o calor extremo.

Ambiente urbano agrava o impacto nas comunidades

Ruas estreitas, casas coladas e ausência de árvores ampliam o problema.
Além disso, telhas de zinco e amianto acumulam calor e transferem para o interior.

Consequentemente, becos sem ventilação funcionam como verdadeiros fornos urbanos.
Nesses locais, o calor supera o registrado em bairros arborizados da cidade.

Monitoramento climático confirma desigualdade térmica

Dados recentes confirmam que o problema vai além da percepção.
Uma estação meteorológica instalada no Alemão monitora 20 favelas desde setembro.

O Observatório do Calor é liderado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.
A iniciativa ocorre em parceria com a ONG Voz das Comunidades.

Segundo a geógrafa Gabriela Conc, esses territórios precisam ser observados com outros critérios.
O objetivo é transformar dados em políticas públicas estruturais.

São Paulo enfrenta cenário semelhante

Em São Paulo, Paraisópolis também sofre com temperaturas extremas.
Casas pequenas e sem ventilação elevam ainda mais a sensação térmica.

Enquanto isso, áreas arborizadas do Morumbi registraram até 15 °C a menos.
Essa diferença reforça o papel da vegetação no controle térmico urbano.

Riscos à saúde aumentam com temperaturas elevadas

Especialistas alertam para impactos diretos à saúde.
A médica Tainara Tapezzini explica que o calor provoca desidratação e exaustão.

Além disso, hospitais já registram aumento de atendimentos por mal-estar térmico.
Desmaios, vômitos e quedas de pressão se tornaram mais frequentes.

A Fiocruz classifica o fenômeno como estresse térmico.
Segundo estudos, acima de 32 °C o risco de morte cresce até 50%.

Mudança climática intensifica ondas de calor

No cenário global, o IPCC prevê ondas mais frequentes e intensas.
Dados do Instituto Copernicus confirmam que 2023, 2024 e 2025 foram os anos mais quentes.

O aquecimento médio já alcança 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.
Portanto, especialistas defendem ações urbanas imediatas e direcionadas.

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