Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Empresa chinesa alega barreiras competitivas e mantém operações em São Paulo enquanto revê estratégia de expansão no Brasil.

Foto: Reproduçaõ / Keeta

A plataforma de delivery chinesa Keeta demitiu quase 200 funcionários no Rio de Janeiro após adiar o início de sua operação na cidade.

A empresa afirma que problemas estruturais no mercado local dificultaram a estreia do serviço. Enquanto isso, a operação segue normalmente em São Paulo.

A companhia integra o grupo chinês Meituan e planeja investir bilhões no mercado brasileiro de entregas. No entanto, a expansão sofreu um revés na capital fluminense.

Demissões ocorreram após adiamento do lançamento

A Keeta decidiu adiar o lançamento oficial da plataforma no Rio de Janeiro e, consequentemente, realizou cortes na equipe local.

As demissões ocorreram nesta semana e atingiram cerca de 200 profissionais ligados à operação carioca. Além disso, a empresa cancelou a cerimônia que marcaria a estreia da plataforma.

O evento estava previsto para o fim de fevereiro em um hotel de luxo na Zona Sul do Rio. Entretanto, a companhia suspendeu a festa e não anunciou uma nova data.

Em nota oficial, a empresa afirmou que pretende aprimorar seus padrões de serviço antes de iniciar as operações na cidade.

“A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço”, declarou a companhia em comunicado.

Contratos de exclusividade travam expansão

Executivos do setor afirmam que a empresa enfrenta dificuldades para fechar parcerias com restaurantes populares da cidade.

Segundo fontes do mercado, contratos de exclusividade com plataformas concorrentes impedem que diversos estabelecimentos integrem novas plataformas de entrega.

Consequentemente, essa barreira teria limitado o catálogo inicial da Keeta no Rio de Janeiro.

A empresa afirma que precisa resolver questões estruturais que prejudicam a concorrência saudável no setor brasileiro de delivery.

Além disso, a companhia sustenta que essas práticas dificultam a entrada de novos competidores no mercado nacional.

Rivalidade com grandes plataformas

Desde sua chegada ao Brasil, a Keeta acusa concorrentes de adotar estratégias que restringem a concorrência no setor.

Entre os principais rivais citados estão iFood e 99, que dominam grande parte do mercado nacional.

A empresa chinesa afirma que esses modelos de contrato dificultam a livre concorrência e atrasam a expansão de novas plataformas.

Enquanto isso, especialistas apontam que o mercado brasileiro de delivery se tornou um dos mais disputados da América Latina.

Operações seguem firmes em São Paulo

Apesar do recuo no Rio, a Keeta reforça que manterá seus planos no país.

A empresa informou que continuará com cerca de 1.200 funcionários ativos, concentrados principalmente em operações em São Paulo.

Além disso, a companhia reafirmou o compromisso de investir aproximadamente R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo dos próximos cinco anos.

Segundo a empresa, o objetivo continua sendo expandir gradualmente a presença da plataforma no mercado brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Tatu-galinha ameaçado é flagrado em área ambiental de São Pedro da Aldeia.

Cerca de 350 motoristas da empresa Paranapuan suspenderam a circulação após atrasos salariais e problemas trabalhistas.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE - 2026-03-05T082524.497
Polícia Civil apreende duas toneladas de haxixe avaliadas em R$ 100 milhões em mansão de Jacarepaguá

Operação revela possível estrutura logística do tráfico em imóvel de alto padrão na Zona Oeste do Rio.

eadefaba-b408-4c79-9095-8011b77effb3
Tiroteio na saída da escola deixa duas crianças e uma adolescente baleadas em Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio

Duas meninas de 10 anos e uma de 14 foram atingidas nas pernas e levadas ao Hospital Municipal Rocha Faria nesta terça-feira (3). Duas passaram por cirurgia; um dos pacientes está em estado grave.

IMAGENS PARA O SITE (14)
Vistoria no Guandu reduz produção de água e pode afetar 10 milhões no Grande Rio

Cedae fará testes e inspeções na Estação de Tratamento de Água do Guandu; normalização do abastecimento pode levar até 72 horas.