Foto: Rafael Nascimento/g1
Um colégio estadual localizado no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, registrou denúncia contra um professor por suspeita de assédio envolvendo alunas. O caso veio à tona nesta semana, após um protesto de estudantes terminar em confusão com policiais militares dentro da unidade escolar.
A ocorrência foi formalizada na Polícia Civil na quarta-feira (25), após a mobilização dos alunos que pediam o afastamento do docente. Segundo informações apuradas, os episódios de assédio teriam ocorrido anteriormente, mas só foram denunciados oficialmente após a repercussão do protesto.
Denúncia de assédio envolve alunas
De acordo com as investigações iniciais, o professor é suspeito de assédio contra pelo menos duas alunas da instituição. A direção da escola acionou as autoridades e abriu procedimento interno para apurar o caso.
A Secretaria Estadual de Educação informou que não tinha conhecimento prévio da denúncia, mas confirmou que o docente foi afastado das funções e que uma sindicância foi instaurada para investigar os fatos.
O caso está sob análise da 9ª Delegacia de Polícia (Catete), que deverá ouvir as vítimas, testemunhas e demais envolvidos.
Protesto estudantil terminou em confusão
A denúncia ganhou visibilidade após um protesto organizado por estudantes dentro da escola. O ato contou com apoio de entidades estudantis, que foram chamadas para acompanhar a situação e reforçar o pedido de afastamento do professor.

Foto: Rafael Nascimento / g1
Durante a manifestação, houve confronto com policiais militares acionados para conter o movimento. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos de tensão e agressões.
Segundo relatos de estudantes, houve uso de força excessiva por parte dos agentes, incluindo tapas, socos e uso de spray de pimenta. Representantes estudantis afirmam que tentaram dialogar, mas foram contidos de forma violenta.

Foto: Reprodução
Registros na delegacia e versões conflitantes
Após o episódio, tanto estudantes quanto policiais registraram ocorrências na delegacia.
- Os alunos denunciaram abuso de autoridade por parte da PM
- Já os policiais alegaram desobediência, desacato e invasão do espaço escolar
As versões divergentes serão analisadas pelas autoridades.
Polícia Militar e Estado se posicionam
A Polícia Militar informou que instaurou procedimento interno para apurar a conduta do agente envolvido nas agressões. O policial foi identificado e afastado preventivamente das ruas.
A corporação afirmou que a Corregedoria irá investigar o caso com rigor e transparência.
Já a Secretaria Estadual de Educação declarou que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e garantiu apoio aos estudantes e familiares envolvidos. Também destacou que o ambiente escolar deve ser preservado para o diálogo e respeito.
Investigação interna segue em andamento
Além da investigação policial, a escola também conduz apuração interna. Segundo a direção, o afastamento definitivo do professor depende da conclusão de todas as etapas do processo, incluindo a oitiva das partes envolvidas.
A expectativa é que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias, à medida que os depoimentos forem colhidos e analisados.