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A jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, será enterrada nesta quinta-feira (21), no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. A filha de diplomatas brasileiros morreu após um atropelamento ocorrido em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O sepultamento acontecerá às 14h e reunirá apenas familiares e pessoas próximas. Entretanto, a morte da jovem provocou forte comoção entre amigos, parentes e integrantes do meio diplomático brasileiro.
Acidente aconteceu em uma das áreas mais movimentadas de Ipanema
Mariana caminhava com a mãe na tarde de sábado (16), quando uma van de entregas perdeu o controle e invadiu a calçada. O acidente ocorreu na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes, em Ipanema.
Além disso, o atropelamento aconteceu em um dos pontos mais movimentados do bairro, conhecido pelo intenso fluxo de pedestres e veículos. Câmeras de segurança registraram o momento da colisão.
A jovem sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros ainda no local. Em seguida, equipes médicas a encaminharam ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Apesar dos esforços da equipe médica, Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (18). Outras duas pessoas ficaram feridas no acidente, mas sobreviveram.
Família atua na diplomacia brasileira
Mariana era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial da Presidência da República para temas de paz e segurança. A mãe dela, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, atua como cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina.
Segundo familiares, Mariana havia retornado recentemente ao Brasil após morar vários anos no exterior. A jovem pretendia iniciar uma nova etapa profissional no Rio de Janeiro.
Além disso, amigos afirmaram que ela planejava trabalhar em uma multinacional e construir carreira na cidade.
Em declaração emocionada, Ibrahim Abdul Hak Neto lamentou a morte da filha. “Foi um anjo que Deus me deu”, afirmou o diplomata. Ele também descreveu Mariana como “uma fonte de alegria”.
Polícia investiga causas do acidente
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do atropelamento. Inicialmente, os agentes registraram o caso como lesão corporal culposa. Contudo, a tipificação poderá mudar após a conclusão dos laudos periciais.
Segundo as investigações preliminares, o motorista da van afirmou que perdeu o controle após uma falha mecânica. Em depoimento, ele declarou que a direção do veículo travou durante o trajeto.
Além disso, a ajudante que acompanhava o condutor confirmou o relato e informou que a van apresentava problemas recorrentes.
Os policiais ouviram o motorista e liberaram o condutor após os procedimentos iniciais. Testes toxicológicos e de alcoolemia descartaram o uso de álcool ou drogas.
A van foi apreendida e passa por perícia técnica. Agora, os investigadores aguardam os resultados dos exames para esclarecer as causas do acidente e identificar possíveis responsabilidades.
Caso reacende debate sobre segurança nas calçadas do Rio
O atropelamento reacendeu discussões sobre segurança viária em áreas de grande circulação de pedestres no Rio de Janeiro. Moradores e comerciantes da região relataram preocupação com a velocidade de veículos em vias movimentadas de Ipanema.
Além disso, especialistas defendem fiscalização mais rígida sobre veículos de transporte e entregas urbanas. O objetivo consiste em reduzir acidentes graves em regiões de intenso movimento.