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Ex-jogador deixou o estado sem autorização judicial e teve benefício revogado pela Vara de Execuções Penais.

Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão do goleiro Bruno Fernandes, que segue foragido após descumprir regras da liberdade condicional.

Além disso, o juiz da Vara de Execuções Penais rejeitou o recurso apresentado pela defesa do ex-atleta.

Decisão judicial e mandado de prisão

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu o mandado de prisão no dia 5 de março.

Segundo a decisão, o goleiro violou uma das condições impostas para manter o benefício concedido recentemente.

Além disso, o juiz entendeu que o deslocamento sem autorização comprometeu a confiança necessária para o cumprimento da medida.

O recurso da defesa foi analisado, porém foi negado, mantendo a ordem de prisão em vigor.

Viagem sem autorização motivou revogação

De acordo com o processo, Bruno deixou o Rio de Janeiro sem autorização judicial apenas quatro dias após obter o benefício.

Ele viajou ao Acre no dia 15 de fevereiro, o que contrariou determinação expressa da Justiça.

Além disso, a decisão judicial exigia permanência no estado, salvo autorização prévia do Juízo da Execução Penal.

Portanto, o magistrado considerou que houve descumprimento direto das condições impostas.

Retorno ao futebol e novo vínculo

A viagem ocorreu durante a tentativa do goleiro de retomar a carreira profissional no futebol.

Na mesma data, ele chegou ao Acre para atuar pelo Vasco-AC. Em seguida, foi regularizado no sistema da CBF.

Além disso, o registro foi incluído no Boletim Informativo Diário, permitindo sua atuação oficial.

No entanto, a movimentação ocorreu sem autorização judicial, o que agravou a situação do atleta.

O que é liberdade condicional

O livramento condicional permite que condenados cumpram parte da pena fora do sistema prisional, sob شروط específicas.

Além disso, o benefício exige cumprimento rigoroso de condições impostas pela Justiça.

Caso essas regras sejam descumpridas, o benefício pode ser revogado e o condenado retorna ao regime fechado.

Nesses casos, o período em liberdade não é contabilizado como pena cumprida.

Relembre o caso Eliza Samudio

O caso envolvendo Eliza Samudio marcou profundamente a opinião pública no Brasil desde 2010.

A modelo desapareceu após um relacionamento com Bruno, que, na época, atuava como goleiro do Flamengo.

Além disso, investigações apontaram envolvimento do ex-jogador no crime, que teve grande repercussão nacional.

O corpo da vítima nunca foi encontrado, embora a Justiça tenha considerado o crime comprovado.

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato, mesmo sem confessar participação direta.

Próximos passos

A Justiça determinou que o mandado de prisão permaneça válido por longo período, ampliando as chances de captura.

Enquanto isso, as autoridades seguem em busca do ex-goleiro, que permanece foragido.

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