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Investigação aponta esquema estruturado de acesso ilegal a informações fiscais e envolve autoridades públicas e intermediários.

Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Federal procura o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, desde esta quarta-feira (1), por suspeita de adquirir e vazar dados sigilosos.

Além disso, o mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal, sob determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Investigação envolve dados da esposa de Moraes

Segundo apuração, Marcelo Conde teria solicitado dados fiscais de Viviane Barci, esposa do ministro.

De acordo com investigadores, o material foi obtido de forma ilegal por meio de acessos indevidos aos sistemas da Receita Federal do Brasil.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República identificou indícios de vazamentos envolvendo diversas autoridades e familiares.

Esquema estruturado e pagamentos em espécie

As investigações indicam que o empresário encomendava pacotes de dados fiscais completos. Em seguida, ele fornecia listas de CPFs para obtenção das informações.

Posteriormente, os dados eram acessados ilegalmente e repassados mediante pagamento em dinheiro. O valor teria sido fixado em R$ 4.500 por conjunto de informações.

Além disso, depoimentos apontam que o contador Washington Travassos de Azevedo participou do esquema. Ele já foi preso em fase anterior da operação.

Operação Exfil aprofunda apuração

A nova fase da Operação Exfil busca identificar toda a cadeia de envolvidos no esquema.

Segundo a Polícia Federal, foram registrados múltiplos acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal. Posteriormente, os dados foram vazados.

Além disso, cerca de 1.819 contribuintes tiveram informações acessadas. Entre eles, há autoridades do STF, do Tribunal de Contas da União e do Congresso Nacional.

Participação de servidores e intermediários

As investigações apontam que o esquema contava com servidores públicos e funcionários terceirizados. Além disso, despachantes atuavam como intermediários.

Por outro lado, alguns envolvidos estavam vinculados ao Serpro, empresa pública de tecnologia que presta serviços à Receita Federal.

Dessa forma, os investigadores tentam esclarecer se houve quebra ilegal de sigilo sem autorização judicial.

Medidas judiciais e desdobramentos

O ministro Alexandre de Moraes determinou mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. As medidas foram consideradas essenciais para a investigação.

Segundo decisão judicial, dispositivos eletrônicos serão analisados para reconstruir os fatos. Assim, novas provas poderão ser identificadas.

Além disso, comunicações digitais podem revelar outros envolvidos no esquema.

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