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Quem passa hoje pelo Aterro do Flamengo talvez não imagine que, há algumas décadas, aquele espaço simplesmente não existia.
Antes dos jardins, das pistas e dos monumentos que fazem parte da paisagem carioca, aquela região era ocupada pelo mar da Baía de Guanabara, com praias, pequenas enseadas e uma vista completamente diferente da cidade.
A transformação começou no século XX, quando o Rio passou por grandes obras de urbanização para ampliar vias e reorganizar a circulação de veículos.
O mar que deu lugar ao parque
Antes do aterro, a área entre o Centro e a Zona Sul tinha uma faixa de terra muito menor.
A região do Flamengo possuía praias tradicionais, como a Praia do Flamengo, que era frequentada por moradores e visitantes antes da expansão urbana.
Com o crescimento da cidade, surgiu a necessidade de criar novas áreas para circulação e lazer. Foi então iniciado o projeto que resultaria no Aterro do Flamengo, utilizando materiais provenientes de desmontes e obras realizadas no Rio.
Uma das maiores transformações urbanas do Rio
Inaugurado na década de 1960, o Aterro do Flamengo foi uma das maiores intervenções urbanísticas da história da cidade.
O projeto criou uma grande área verde com jardins, pistas, ciclovias e espaços de convivência, transformando uma antiga área marítima em um dos principais parques urbanos do Brasil.
O paisagismo ficou marcado pelo trabalho de Roberto Burle Marx, responsável por criar jardins que se tornaram uma das características mais reconhecidas do local.
Um lugar que mudou a relação do carioca com a cidade
Além de facilitar a ligação entre o Centro e a Zona Sul, o Aterro passou a ser um espaço de lazer para milhões de cariocas.
Caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, eventos culturais e grandes encontros passaram a fazer parte da rotina do local.
Hoje, o Aterro do Flamengo é considerado patrimônio histórico e cultural do Rio, mas sua existência também representa uma lembrança de uma cidade que mudou completamente sua relação com o mar.