A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já provocou mais de 3 mil mortes, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Nacional de Saúde Pública congolês (INSP).
O surto, declarado oficialmente em maio, afeta principalmente regiões do leste e nordeste do país, áreas marcadas por conflitos armados e presença limitada do Estado.
De acordo com os dados oficiais, o vírus infectou 6.186 pessoas e causou 3.007 mortes, com uma taxa de letalidade de 48,6%. Cerca de 1.409 pacientes conseguiram se recuperar.
Variante do vírus não possui vacina aprovada
A atual epidemia é causada pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, identificada inicialmente na província de Ituri, no nordeste da RDC.
Diferentemente de outras variantes, ainda não existem vacinas ou tratamentos oficialmente homologados especificamente contra essa cepa.
O vírus se espalhou por seis províncias do país, atingindo principalmente áreas onde grupos armados dificultam o acesso das equipes de saúde e das autoridades.
Ebola é uma das doenças infecciosas mais letais
O ebola é transmitido principalmente pelo contato com fluidos corporais de pessoas infectadas e pode provocar febre hemorrágica, com sintomas graves e alta taxa de mortalidade.
Nas últimas cinco décadas, o vírus já causou mais de 15 mil mortes na África.
A maior epidemia registrada anteriormente na própria República Democrática do Congo ocorreu entre 2018 e 2020, quando quase 2.300 pessoas morreram entre aproximadamente 3.500 casos confirmados.
Pesquisas buscam novos tratamentos
Atualmente, diferentes tratamentos e vacinas contra a variante Bundibugyo estão em fase de testes.
As vacinas já aprovadas apresentam eficácia principalmente contra o vírus do Zaire, responsável por algumas das maiores epidemias de ebola já registradas.
Fontes: odia.ig.com.br