Com a chegada do Setembro Amarelo, a Prefeitura do Rio reforçou a orientação sobre os serviços disponíveis para pessoas em situação de sofrimento emocional ou psíquico na rede municipal de saúde.
A estrutura conta com 242 Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, 40 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e sete emergências especializadas em saúde mental.
A Atenção Primária é considerada a principal porta de entrada para quem busca atendimento. Nas unidades, equipes multidisciplinares realizam avaliações e indicam o tipo de acompanhamento mais adequado para cada caso.
CAPS oferecem atendimento especializado
Após a avaliação inicial, o paciente pode continuar sendo acompanhado pela própria unidade de saúde ou ser encaminhado para serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Os CAPS oferecem atendimento multiprofissional e desenvolvem planos terapêuticos individualizados.
A rede possui unidades específicas para diferentes necessidades:
- CAPSad: atendimento para pessoas que precisam de cuidados relacionados ao uso de álcool e outras drogas;
- CAPSi: voltado para crianças e adolescentes;
- CAPS III: funcionamento 24 horas para situações de maior complexidade.
O acompanhamento pode incluir consultas individuais, atividades em grupo, participação de familiares e oficinas terapêuticas.
Rede também atende situações de crise
Além dos CAPS, o município conta com sete emergências em saúde mental para casos que precisam de atendimento imediato.
Em situações de tentativa de suicídio com necessidade de cuidados clínicos ou após traumas, unidades de urgência e emergência, como UPAs, Coordenações de Emergência Regional (CERs) e hospitais, realizam o primeiro atendimento.
Após a estabilização, o paciente pode continuar o acompanhamento em uma Clínica da Família, Centro Municipal de Saúde ou CAPS.
Sinais de alerta precisam de atenção
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, algumas mudanças persistentes podem indicar sofrimento emocional e necessidade de ajuda profissional.
Entre os sinais estão:
- isolamento social;
- alterações frequentes de humor;
- perda de autocuidado;
- aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
- falas relacionadas à desesperança ou desvalorização pessoal.
A SMS destaca que familiares e pessoas próximas têm papel importante na identificação desses sinais e no incentivo à busca por atendimento.
Familiares também podem buscar apoio
A rede municipal oferece suporte não apenas para quem está em sofrimento, mas também para familiares e pessoas próximas.
Nas unidades de Atenção Primária, são oferecidos grupos de apoio e espaços de escuta, enquanto os serviços da Rede de Atenção Psicossocial realizam acolhimento e acompanhamento conforme a necessidade identificada.
A orientação é que pessoas que estejam passando por dificuldades emocionais procurem ajuda profissional sem esperar o agravamento da situação.