O antigo terreno da mansão da família Amaral, no Jardim Pernambuco, no Leblon, será transformado em um condomínio de alto padrão com dez casas. O empreendimento Estância Pernambuco, da Mozak, ocupa uma área de aproximadamente 11,5 mil m².
Das dez residências previstas, sete já foram vendidas, com valores entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões. O preço médio das unidades comercializadas é de aproximadamente R$ 35 milhões.
A propriedade original havia sido negociada por R$ 220 milhões e chegou a ser apontada como a mansão mais cara do Brasil.
Demolição da antiga mansão começou
A demolição do complexo teve início nesta sexta-feira e deve durar cerca de 90 dias.
Os trabalhos começaram pelos anexos da propriedade, incluindo a chamada “casa de bonecas” e uma casa de apoio que chegou a abrigar 46 funcionários.
A demolição da construção principal acontecerá posteriormente.
Casas terão terrenos de até 3.700 m²
O novo condomínio terá terrenos com áreas entre 800 m² e 3.700 m², dimensões consideradas pouco comuns para a região do Jardim Pernambuco.
As residências serão projetadas pelo escritório Bernardes Arquitetura e poderão ser personalizadas pelos compradores.
Entre as estruturas previstas no condomínio estão:
- quadra de beach tennis;
- campo de futebol;
- academia;
- parquinho infantil;
- áreas para caminhada;
- espaços de contemplação;
- circulação interna por carrinhos de golfe.
Cada casa também contará com piscina de borda infinita e saunas seca e úmida.
Projeto terá vista para pontos turísticos do Rio
Um dos principais atrativos do empreendimento é a localização.
As casas terão vistas para o mar do Leblon, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.
O início da demolição também aumentou o interesse pelo projeto, com crescimento nas visitas ao local e nas reuniões virtuais com potenciais compradores.
Como era a antiga mansão
Construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, a mansão principal tinha aproximadamente 4 mil m².
A propriedade contava com seis suítes, 18 banheiros e 15 vagas de garagem, além de biblioteca, estúdio de música, salas de estar e jantar, sauna, churrasqueira e uma piscina semiolímpica.
Antes da demolição, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, esquadrias e outros objetos de valor.
Parte do acervo foi colocada em leilão, reunindo aproximadamente 2 mil lotes e quase 10 mil itens, entre obras de arte, móveis, pratarias e porcelanas.