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Estudo da UFRJ prevê avanço de até 100 m na Zona Sul; Copacabana já encolheu 10%, e erosões podem tornar inundações sazonais em permanentes.

Foto: Fernando Maia/Riotur
Um recente estudo da Coppe-UFRJ revela que o mar já avançou sobre Copacabana e Leme, reduzindo cerca de 10% da faixa de areia na última década. Além disso, pesquisas indicam que esse avanço poderá atingir até 100 metros até 2100.

Apesar de ondas e eventos extremos agravarem a erosão, é a elevação do nível médio do mar — projetada em 0,78 metro até o fim do século — que constitui o maior risco para a costa fluminense.

Praias mais afetadas

Copacabana já perdeu areia, mas outras praias da Zona Sul como Ipanema, Leblon, Botafogo e Flamengo correm risco similar, podendo encolher até 80 metros. Em marés altas ou ressacas, o mar pode avançar outros 60 metros temporariamente.

Cidades e ecossistemas em alerta

As lagoas costeiras, como Rodrigo de Freitas, e áreas sensíveis, como manguezais na APA de Guapimirim, também estão ameaçadas. A pesquisa aponta que o mar poderá ocupar permanentemente áreas que hoje alagam apenas em dias extremos.

Vulnerabilidade urbana

A orla do Rio se mostra altamente vulnerável: ocupada por infraestrutura que impede o recuo natural da praia, ela sofre erosão acelerada. De fato, mais de 75% da costa brasileira enfrenta risco semelhante.

Soluções locais e globais

Pesquisadores recomendam duas frentes de ação: corte de emissões globalmente e ações de engenharia costeira localmente. Entre elas, engordamento da praia, barreiras artificiais, moles e recifes. Contudo, qualquer intervenção precisa considerar estudos hidrodinâmicos precisos, alerta a equipe.

Fontes:
atarde.com.br
g1.globo.com

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