O BioParque do Rio, localizado em São Cristóvão, na Zona Norte da cidade, foi fechado temporariamente ao público nesta quinta-feira (17), após a morte de nove galinhas-d’angola que faziam parte do plantel do parque. A decisão foi tomada como medida preventiva, seguindo protocolos de biossegurança estabelecidos em casos de possível zoonose, e tem como objetivo proteger tanto os animais quanto os visitantes.
De acordo com a administração do BioParque, os animais foram encontrados mortos em um curto intervalo de tempo, o que levantou o alerta sanitário. Técnicos do parque já coletaram amostras dos corpos e acionaram os órgãos de vigilância responsáveis. As galinhas-d’angola passarão por necropsias e exames laboratoriais para identificar a causa das mortes. As primeiras suspeitas indicam possível infecção viral ou bacteriana, com risco de ser uma zoonose, ou seja, uma doença transmissível dos animais para os humanos.
O local onde funciona o BioParque — antigo Jardim Zoológico do Rio de Janeiro — atrai milhares de visitantes, especialmente durante o mês de férias escolares. A suspensão das visitas causou surpresa e frustração em várias famílias que chegaram ao local nesta quinta-feira, sem saber do ocorrido. Equipes de funcionários permanecem na entrada do parque para orientar o público e informar sobre o reembolso dos ingressos comprados antecipadamente.
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, que inicialmente alegou não ter sido comunicada oficialmente pelo parque, chegou a anunciar uma vistoria no local. Entretanto, a ação foi cancelada após avaliação de que o caso não era de sua competência, já que se trata de uma possível zoonose ligada à agropecuária. Para qualquer contato com os visitantes, o BioParque disponibilizou atendimento presencial, por redes sociais e por e-mail.
O BioParque do Rio reforçou, em nota oficial, que a segurança dos animais e do público é prioridade absoluta. A reabertura do parque dependerá da conclusão dos laudos técnicos e das orientações das autoridades sanitárias estaduais.
O espaço, que foi inaugurado em 2021 após uma ampla reforma do antigo zoológico, se posiciona como um centro moderno de conservação da biodiversidade, com foco em bem-estar animal, pesquisa científica e educação ambiental. O incidente atual representa o primeiro grande episódio sanitário registrado desde a reinauguração sob o novo modelo de gestão.
Enquanto isso, o parque segue fechado e o público aguarda atualizações sobre a situação e previsão de retorno das atividades.
Fontes:
g1.globo.com
odia.ig.com.br
agenciabrasil.ebc.com.br