Polícia recolhe 700 kg de pacotes de café que estavam sendo vendidos com teor de impureza acima do permitido no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Em uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (11), a Polícia Civil apreendeu 700 quilos de pacotes de café com impurezas acima do limite legal. A ação ocorreu em mercados localizados nos bairros de Irajá, Jardim América, Maracanã e Bonsucesso, todos situados na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A Delegacia do Consumidor (Decon) coordenou a operação, que também contou com a participação de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além disso, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) atuaram na análise das amostras recolhidas.
Impureza até dez vezes acima do permitido
De acordo com os peritos do ICCE, a legislação brasileira permite até 1% de impurezas nos pacotes de café comercializados. No entanto, os produtos apreendidos apresentaram teores que chegaram a 10%, ou seja, dez vezes acima do limite legal.
As impurezas encontradas podem comprometer seriamente a saúde dos consumidores, além de indicar falhas graves no controle de qualidade da produção e da distribuição do alimento.
Operação ocorreu em quatro bairros da capital
Os agentes da Decon percorreram mercados em quatro regiões distintas da Zona Norte: Irajá, Jardim América, Maracanã e Bonsucesso. Em todos os pontos fiscalizados, encontraram pacotes de café com elevado teor de impurezas, o que levou à apreensão imediata do material.
Embora os nomes das marcas envolvidas não tenham sido divulgados, os responsáveis pelos estabelecimentos foram notificados e devem prestar depoimentos nos próximos dias. A Polícia Civil afirmou que investiga a origem do café adulterado, o que pode indicar esquema irregular na cadeia de produção e distribuição.
Ministério da Agricultura acompanha investigação
O Ministério da Agricultura participou da operação como forma de reforçar a fiscalização sobre os alimentos vendidos à população. A pasta deve emitir laudos complementares que ajudarão a embasar a responsabilização dos envolvidos.
A ação conjunta entre a Decon e o Mapa reforça a necessidade de vigilância contínua no setor alimentício, especialmente em produtos amplamente consumidos, como o café.
Fonte: g1.globo.com