Validador do Jaé, sistema de bilhetagem da Prefeitura do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou, nesta quinta-feira (12), a divulgação dos detalhes da transição para o novo sistema exclusivo de bilhetagem digital do município, o cartão Jaé. A mudança começa no dia 5 de julho com os usuários de gratuidades e será obrigatória para todos os públicos a partir de 2 de agosto.
Desde 2023, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) organiza o processo de migração. A partir de agosto, o Riocard será desativado no transporte municipal. Apenas o Jaé será aceito em ônibus, BRT, VLT, vans e cabritinhos da cidade do Rio.
Gratuidades serão as primeiras a migrar
A etapa inicial da transição, que contempla idosos, pessoas com deficiência (PCDs), doentes crônicos e estudantes, começa em 5 de julho. Cerca de 80% dos idosos com mais de 65 anos já estão cadastrados, informou a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio. Mesmo assim, por lei, esses usuários ainda podem apresentar apenas o RG para embarcar.
Portadores de deficiência e pacientes com doenças crônicas devem concluir o processo de cadastro pelo aplicativo ou em lojas do Jaé. A entrega do cartão físico custa R$ 7,95 para envio domiciliar, mas é gratuita nas lojas. O mesmo vale para os estudantes das redes pública e privada, além dos beneficiários de programas de cotas e do Prouni, desde que estudem na capital fluminense.
Importante destacar que não é obrigatório o cartão físico: o aplicativo oferece QR Code que garante a gratuidade diretamente pelo celular.
Mudança definitiva será em 2 de agosto
No dia 2 de agosto, o cartão Jaé se tornará o único meio aceito no transporte municipal carioca. O sistema permitirá todas as integrações previstas no Bilhete Único Carioca, como o uso de dois modais em até três horas com uma tarifa unificada.
“Só com o Jaé será possível fazer essas integrações”, reforçou Maína Celidonio.
Para quem utiliza vale-transporte, as empresas precisam procurar o Jaé e contratar o serviço para seus funcionários. O processo pode ser feito pelo RH ou diretamente nas lojas credenciadas.
Como adquirir o cartão Jaé
A forma mais simples de obter o Jaé é pelo aplicativo oficial, disponível gratuitamente para Android e iOS. Com o app, o usuário acessa o saldo, recarrega por Pix, boleto ou cartão de crédito e solicita o cartão físico.
O cartão pode ser entregue em casa (com taxa de R$ 7,95) ou retirado gratuitamente em uma das 15 lojas físicas do sistema.
Turistas e visitantes eventuais também têm acesso ao Jaé. É possível adquirir o cartão nas máquinas de autoatendimento localizadas nas estações de BRT e VLT. O uso é liberado após a inserção de créditos, mas o saldo ficará restrito ao cartão físico — não sendo vinculado a uma conta digital ou CPF.
Sistema intermunicipal continuará com Riocard
Usuários do transporte intermunicipal seguirão utilizando o Riocard normalmente. Isso inclui ônibus intermunicipais, metrô, trem e barcas. O sistema Jaé será exclusivo para os modais municipais do Rio de Janeiro.
A transição parcial para os beneficiários com direito à gratuidade nesses modais se estende até 2 de agosto. Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, os usuários intermunicipais representam apenas 2% do total de passageiros, o que permite manter os dois sistemas em paralelo.
Transição enfrenta atrasos, mas cronograma atual é definitivo
Inicialmente prevista para julho de 2024, a transição passou por quatro adiamentos. O último foi em janeiro, quando o prefeito Eduardo Paes anunciou o cronograma atual. O motivo, segundo a SMTR, foi a falta de integração com os sistemas de metrô, trem e barcas.
Apesar dos atrasos, o município já emitiu 1,3 milhão de cartões Jaé. Outros 165 mil aguardam retirada, enquanto 47 mil estão em fase de produção. No entanto, os números ainda revelam uma adesão parcial: apenas 15% dos passageiros em abril usaram o Jaé, contra 85% que ainda utilizam o Riocard.
Fonte: g1.globo.com