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Restos mortais da montanhista, morta na Indonésia, passam por novo exame no IML do Rio a pedido da família e da Defensoria Pública da União.

O corpo de Juliana Marins, jovem brasileira morta durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, chegou ao Rio de Janeiro nesta terça-feira (1º). A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou os restos mortais da Base Aérea de Guarulhos até a Base Aérea do Galeão, por volta das 19h40.

Após o desembarque, bombeiros escoltaram a urna funerária até o Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Centro do Rio. A Polícia Civil conduzirá uma nova autópsia, marcada para a manhã desta quarta-feira (2), com a participação de um perito da Polícia Federal, um legista estadual e um assistente técnico indicado pela família.

Nova autópsia solicitada pela família e DPU

A primeira necropsia foi feita em Bali, onde médicos legistas afirmaram que Juliana sofreu múltiplas fraturas e hemorragia interna. No entanto, a Defensoria Pública da União (DPU) questionou o laudo e solicitou a reavaliação. A Advocacia-Geral da União (AGU) acolheu o pedido, reforçando a importância do esclarecimento das circunstâncias da morte.

Durante audiência na 7ª Vara Federal de Niterói, DPU, AGU e Governo do Estado do Rio firmaram acordo para realizar o novo exame, com acompanhamento técnico e familiar. A defensora pública Taísa Bittencourt destacou a falta de clareza sobre a causa e o momento da morte.

Investigação internacional em andamento

A morte de Juliana está sob investigação da polícia da Indonésia. O guia Ali Musthofa, que acompanhava a jovem, afirmou ter se ausentado por cerca de 50 minutos. Ao retornar, encontrou a montanhista caída em uma fenda do vulcão. Imagens captadas por drone mostraram Juliana ainda com vida, movendo-se na cratera.

As autoridades indonésias ouviram o guia, o carregador das malas, um agente de resgate e um policial florestal. A Embaixada do Brasil acompanha o caso de perto. A DPU solicitou que a Polícia Federal investigue se houve omissão de socorro por parte dos envolvidos.

Resgate demorado e críticas à estrutura

Juliana caiu no dia 21 de junho e permaneceu horas viva, presa na cratera. O resgate só foi concluído no dia 25. A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia atribuiu a demora a chuvas, neblina e dificuldade de acesso ao terreno.

O governador da província de Sonda Ocidental, Lalu Muhamad Iqbal, admitiu falhas na estrutura de resgate. Ele prometeu revisar os protocolos e melhorar os equipamentos. Em vídeo divulgado no dia 28, ele reconheceu a insuficiência de profissionais capacitados e recursos técnicos para socorrer vítimas em áreas de difícil acesso.

Indignação da família e repercussão diplomática

A família de Juliana criticou a forma como o hospital em Bali divulgou o laudo. A irmã Mariana Marins classificou a coletiva de imprensa como desrespeitosa, por ocorrer antes do comunicado oficial à família.

Além disso, a repercussão do caso pode levar a uma atuação em cortes internacionais. A DPU estuda acionar instâncias internacionais de direitos humanos, caso haja indícios de negligência no atendimento e falhas no resgate.

Fontes:g1.globo.com

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