O Dia Mundial Sem Carro, celebrado nesta terça-feira (22), colocou em destaque a necessidade de ampliar alternativas ao transporte individual e melhorar a integração entre os diferentes meios de deslocamento no Rio de Janeiro. A data é utilizada para incentivar o uso de ônibus, trens, metrô, VLT, barcas, bicicletas e deslocamentos a pé como formas de reduzir congestionamentos e impactos ambientais.
Dados da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos mostram que os sistemas de metrô, trens, VLTs e monotrilhos transportaram 1,30 bilhão de passageiros no Brasil no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 33,85 milhões de usuários em relação ao mesmo período de 2025. Rio de Janeiro e São Paulo concentraram 97,3% desse aumento, com 35,45 milhões de passageiros adicionais.
No Rio, a integração entre os modais é especialmente relevante porque muitos passageiros precisam utilizar mais de um meio de transporte durante o mesmo trajeto. A conexão entre ônibus, trens, metrô, barcas, VLT e bicicleta pode facilitar os deslocamentos e reduzir o tempo gasto diariamente no trânsito.
Leis buscam facilitar integração
Entre as medidas aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro está a Lei 5.628/2009, responsável pela criação do Bilhete Único Intermunicipal. A legislação permitiu a combinação de diferentes meios de transporte, como ônibus, vans legalizadas, trens, metrô e barcas, dentro de uma política de tarifa integrada.
As regras foram atualizadas posteriormente pela Lei 7.123/2015 e, em 2026, pela Lei 11.272/2026, que ampliou a política de integração considerando a atual composição da Região Metropolitana do Rio, formada por 22 municípios. As medidas beneficiam principalmente trabalhadores e estudantes que precisam utilizar diferentes transportes em seus deslocamentos.
O Legislativo estadual também discute iniciativas relacionadas ao uso de bicicletas, incluindo propostas para facilitar a integração com estações e terminais e ampliar a segurança dos ciclistas.
Bicicleta ganha espaço como meio de transporte
Além do transporte coletivo, a bicicleta também aparece como alternativa para deslocamentos cotidianos. Moradores ouvidos pela reportagem relataram que passaram a utilizar a bicicleta ou combinar ônibus e metrô para reduzir gastos e evitar o trânsito.
Para especialistas citados pela Alerj, uma mudança mais ampla na forma como as pessoas se deslocam depende de redes conectadas, intervalos menores entre veículos, estações acessíveis e integração entre os diferentes modais.
A proposta do Dia Mundial Sem Carro, nesse contexto, vai além de deixar o automóvel em casa durante um único dia. A discussão envolve infraestrutura, legislação e qualidade dos serviços para ampliar as opções disponíveis à população e tornar os deslocamentos urbanos mais integrados.
Fontes
Alerj